Brasil bate recorde e exporta 3,37 milhões de toneladas de algodão. Volume exportado cresceu 19% no ano comercial 2025/26.
Foto: divulgação - Embrapa/Fabiano José Perina

Os preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil e sustentam o mercado interno. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, alcança o maior patamar nominal desde julho de 2025.

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Esse avanço ocorre devido às cotações internacionais mais firmes e à postura cautelosa dos vendedores. Além disso, o período de entressafra reduz a oferta e reforça a valorização da pluma no país.

Os preços elevados do petróleo também influenciam o mercado e sustentam os custos de produção. As condições climáticas no Brasil e nos Estados Unidos contribuem para o cenário de alta.

No mercado spot, agentes realizam negociações pontuais para atender demandas imediatas. As compras focam na reposição de estoques e evitam volumes elevados neste momento.

O volume mais amplo de negócios segue limitado pelo desencontro entre expectativas de preços. Os compradores e os vendedores mantêm posições divergentes, o que reduz a liquidez do mercado.

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Do lado da demanda, indústrias enfrentam dificuldades para repassar os custos ao consumidor final. Os reajustes na matéria-prima e em outros insumos pressionam a cadeia produtiva. As vendas no varejo continuam enfraquecidas e impactam o consumo de produtos têxteis.

Esse cenário mantém as compras cautelosas ao longo de toda a cadeia. Os juros elevados reduzem o consumo e dificultam o acesso ao crédito. O alto endividamento das famílias também limita a demanda por produtos. A inflação persistente contribui para restringir ainda mais o consumo no mercado interno.