Resumo da notícia
- A queda das temperaturas e a estiagem recente aumentam os riscos para lavouras de milho e feijão na segunda safra do Centro-Sul, especialmente no Paraná e Mato Grosso do Sul.
- O frio intenso previsto pode causar falhas na polinização e redução na formação dos grãos, afetando diretamente a produtividade das culturas em fases sensíveis como floração e frutificação.
- A escassez hídrica entre abril e maio agravou a vulnerabilidade das plantas, elevando o impacto do estresse térmico e comprometendo o desenvolvimento das lavouras mesmo com a melhora das chuvas.
A queda acentuada das temperaturas aumenta os riscos para lavouras de segunda safra no Centro-Sul do Brasil. O cenário preocupa produtores do Paraná e Mato Grosso do Sul.
O estresse térmico pode comprometer o desenvolvimento do milho e do feijão. Além disso, a estiagem recente agravou a vulnerabilidade das culturas.
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Impacto em dois estados
As condições climáticas adversas já afetam a segunda safra nos dois estados. Em algumas regiões, o atraso da colheita prejudicou a janela ideal de semeadura.
Com isso, produtores enfrentam menos chuvas e maior risco de massas de ar frio durante maio. Esse cenário afeta diretamente o desenvolvimento das lavouras.
Durante a implantação do milho e do feijão, os volumes de chuva diminuíram. O problema atingiu principalmente o oeste do Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul. As culturas entraram em fases críticas entre abril e início de maio. Nesse período, as plantas exigem maior disponibilidade de água.
No entanto, a escassez hídrica provocou perdas significativas nas lavouras. Mesmo com a melhora das chuvas no fim de abril, os impactos persistem.
Previsões meteorológicas
As previsões meteorológicas indicam o avanço de uma forte massa de ar polar. O sistema deve atingir a Região Sul, o sul paulista e Mato Grosso do Sul.
O cenário favorece a formação de geadas em grande parte do Sul do Brasil. Assim, o frio intenso amplia os riscos para milho e feijão.
As lavouras nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo seguem em fases sensíveis. Por isso, as baixas temperaturas preocupam produtores e técnicos.
A região de Ponta Grossa, no Paraná, concentra importante área produtora de milho safrinha. Atualmente, o núcleo regional possui cerca de 33 mil hectares cultivados.
Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná, 95% das áreas apresentam alta sensibilidade ao frio. Desse total, 25% estão em floração e 70% em frutificação. A previsão aponta temperatura mínima de 3,6 °C na terça-feira (12). Dessa forma, cresce o risco de impactos na floração e no enchimento dos grãos.
As baixas temperaturas podem causar falhas na polinização. Além disso, o frio reduz a formação dos grãos e derruba a produtividade.
A estiagem entre 10 e 26 de abril também aumentou a vulnerabilidade das plantas. O déficit hídrico intensificou os efeitos do estresse térmico.
No feijão, os danos podem ser ainda maiores. A cultura apresenta elevada sensibilidade às baixas temperaturas.
O frio pode provocar abortamento floral e reduzir a formação de vagens. Durante o enchimento dos grãos, a geada também pode causar enrugamento.
Além disso, os grãos podem perder tamanho e peso. Isso compromete diretamente a produtividade das lavouras.
Por outro lado, culturas de inverno apresentam menor risco neste momento. Trigo, aveia, canola e pastagens não devem sofrer impactos significativos.
Previsão do tempo no Sul do Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a passagem de uma frente fria pela Região Sul. O sistema deve provocar chuvas intensas e temporais.
As áreas mais afetadas incluem o sudoeste e centro-sul do Paraná. O norte de Santa Catarina também deve registrar acumulados elevados.
Segundo a previsão, os volumes de chuva podem superar 80 milímetros. Além disso, o frio continuará atuando durante o fim da semana.
As temperaturas devem permanecer baixas em grande parte da Região Sul. O cenário inclui o sul gaúcho, oeste catarinense e oeste paranaense.
O extremo sul do Mato Grosso do Sul também deve registrar temperaturas reduzidas. Em áreas serranas, os termômetros podem ficar abaixo de 2 °C.
A possibilidade de geadas aumenta principalmente em áreas de maior altitude. Por isso, cresce o risco para lavouras em estágios sensíveis.
Especialistas recomendam acompanhamento constante das atualizações meteorológicas. O monitoramento ajuda no manejo das lavouras e reduz riscos operacionais.









