Soja impulsiona agronegócio mineiro e exportações somam US$ 2,7 bilhões
Foto: Seapa/MG

Minas Gerais consolidou um avanço histórico no agronegócio nos últimos dez anos. Um estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) revela que a produção mineira de milho, feijão, sorgo e soja saltou de 11,8 milhões de toneladas, no ciclo 2015/2016, para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas na safra 2025/2026. Esse crescimento de 61% posiciona o estado como o 6º maior produtor nacional, detendo cerca de 6% do total brasileiro.

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Embora Minas já lidere mercados tradicionais como café, leite, batata e frutas, os grãos ganharam terreno de forma acelerada. Apenas em 2025, o estado exportou 6,8 milhões de toneladas de soja, o que gerou uma receita de US$ 2,7 bilhões.

Tecnologia e inovação impulsionam o campo

Para o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, o uso de tecnologias da agricultura de precisão, como drones e sensores, e a expansão da agricultura irrigada explicam o sucesso das colheitas. Ele também destaca o papel da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no desenvolvimento de sementes mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas.

“A tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis”, afirmou Fernandes, mencionando lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo.

Estratégia da “safrinha” garante eficiência produtiva

A otimização do solo também foi determinante para os resultados recordes. Muitos produtores mineiros adotaram o sistema de rotação: plantam soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha. Essa técnica permite colher mais na mesma área, utilizando o terreno de forma eficiente durante quase todo o ano.

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Como resultado dessa estratégia, a produção de soja saltou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período. Atualmente, a oleaginosa ocupa o posto de segundo produto mais importante da pauta exportadora de Minas Gerais, superada apenas pelo café. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste lideram esse desempenho no estado.

Apesar do otimismo, o governo mineiro monitora fatores que podem impactar a safra 2026/2027. O secretário Thales Fernandes aponta preocupações com os juros altos e a chegada do fenômeno El Niño, que pode atrasar o período de chuvas. Além disso, o cenário geopolítico, como o bloqueio no Estreito de Ormuz, gera incertezas sobre o fornecimento global de fertilizantes para o Brasil.