Resumo da notícia
- Preços da soja caem no Brasil em janeiro devido à expectativa de safra recorde e demanda interna fraca, com valorização do Real reduzindo competitividade no mercado externo.
- Produtores avançam na colheita, com Mato Grosso à frente; áreas do Sul enfrentam solo seco, mas chuvas previstas podem melhorar condições das lavouras.
- Colheita nacional atinge 6,6% da área, ritmo superior ao ano passado, indicando continuidade dos trabalhos nas próximas semanas segundo a Conab.
Os preços da soja em grão encerraram janeiro enfraquecidos no mercado brasileiro. Os pesquisadores do Cepea associam a queda às expectativas de oferta recorde no Brasil. A demanda doméstica fraca também pressiona as cotações da oleaginosa.
A valorização do Real frente ao dólar influencia o cenário interno. O câmbio reduz a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Compradores internacionais priorizam a soja dos Estados Unidos.
- Põe mais água no feijão: preços disparam em janeiro
- Conheça POP Superhorse: lenda entre os cavalos já produziu 195 campeões
No campo, produtores avançam gradualmente com a colheita da soja. As áreas do Sul registram umidade do solo abaixo do nível ideal. As lavouras semeadas mais tarde enfrentam maior preocupação dos agricultores. Os produtores permanecem atentos às condições climáticas das próximas semanas. Previsões meteorológicas indicam chuvas mais abrangentes para os próximos dias. As chuvas podem melhorar o balanço hídrico das lavouras brasileiras.
Colheita nacional
A Conab confirma avanço da colheita nacional da soja. O trabalho atingiu 6,6 por cento da área até 24 de janeiro.
Esse ritmo supera os 3,2 por cento do mesmo período da safra anterior. Mato Grosso lidera a colheita brasileira de soja. O estado alcança 19,7 por cento da área colhida. No ano passado, Mato Grosso tinha apenas 3,6 por cento colhidos. Analistas esperam continuidade dos trabalhos nas próximas semanas.