Apicultura alcançou o maior volume da série histórica em 2025, enquanto o valor da produção chegou a R$ 1,2 bilhão
abelhas
Foto: Arquivo

A produção de mel no Brasil cresceu 4,5% em 2025 e chegou a 71,3 mil toneladas, o maior volume já registrado pela série histórica. Além disso, o valor da atividade alcançou R$ 1,2 bilhão, alta de 18,5% em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com esse resultado, a apicultura brasileira renovou pelo oitavo ano consecutivo o recorde de produção. Segundo o IBGE, as condições climáticas favoráveis ajudaram a ampliar a oferta de recursos alimentares para as abelhas. Ao mesmo tempo, a procura por produtos naturais e associados a uma alimentação saudável contribuiu para manter o setor em expansão.

O crescimento também mudou a liderança entre os estados. Em 2025, o Rio Grande do Sul ultrapassou o Paraná e voltou à liderança nacional na produção de mel.

Sul retoma liderança na produção

A Região Sul respondeu por 37,1% de todo o mel produzido no Brasil em 2025. Para chegar a esse resultado, a região aumentou o volume em 18,8% na comparação com o ano anterior.

O Rio Grande do Sul liderou entre os estados, com 10,9 mil toneladas. O volume representa crescimento de 36,7% e corresponde a 15,3% da produção nacional de mel.

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Logo atrás apareceu o Paraná, que produziu 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. O estado respondeu por 15% do total nacional.

Na terceira posição ficou o Piauí, com 8,6 mil toneladas e participação de 12% na produção brasileira. Em seguida, Minas Gerais e São Paulo completaram a lista dos cinco maiores produtores.

Valor da atividade chega a R$ 1,2 bilhão

O aumento do volume veio acompanhado de uma alta ainda maior no valor gerado pela atividade. Em 2025, o setor movimentou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 18,5% em apenas um ano.

Esse resultado reforça o peso econômico da atividade apícola para diferentes regiões do país. Além disso, o setor movimenta uma cadeia que envolve produtores, beneficiadores, distribuidores e empresas que comercializam mel e outros produtos das colmeias.

A atividade também se distribui por diferentes áreas do território nacional. Enquanto o Sul concentra uma parcela expressiva do volume, estados do Nordeste, como o Piauí, aparecem entre os principais polos produtores.

Assim, o novo recorde mostra que a cadeia produtiva do mel mantém uma trajetória de crescimento. Em 2025, o país não apenas produziu mais, como também ampliou o valor gerado pela atividade.