Evento da agricultura empresarial será realizado no Palácio do Planalto com a presença de Geraldo Alckmin; presidente estará no Paraguai para a reunião do Mercosul
Safra de grãos
Foto: Reprodução/GOV

O governo federal lançará nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial, principal política de crédito para produtores rurais do país. A cerimônia, marcada para as 10h no Palácio do Planalto, acontecerá sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumprirá agenda oficial no Paraguai durante a reunião da Cúpula do Mercosul.

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Quem representará o governo será Geraldo Alckmin, em uma situação pouco comum para o lançamento de um dos programas mais importantes da política agrícola brasileira.

Ainda na terça-feira, às 17h, está previsto o anúncio do Plano Safra 2026/27 destinado à agricultura familiar. A expectativa é que Lula consiga retornar a Brasília a tempo de participar dessa segunda cerimônia, embora sua presença ainda dependa da agenda oficial.

Dificuldades no Planalto

A ausência do presidente no lançamento voltado à agricultura empresarial ocorre em meio às dificuldades do Palácio do Planalto para conciliar os compromissos presidenciais com o calendário do programa. Tradicionalmente, o Plano Safra é anunciado antes do início de sua vigência, marcada para 1º de julho.

Nos bastidores do governo, a definição da data passou por diferentes avaliações. Chegou a ser considerada a possibilidade de adiar o anúncio para o dia 3 de julho, mas a proximidade do período de restrições previsto na legislação eleitoral levou o Executivo a manter a divulgação ainda em junho.

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Lançamento do Plano Safra

Enquanto isso, o Ministério do Desenvolvimento Agrário prepara uma estrutura semelhante à dos últimos anos para o lançamento do Plano Safra da agricultura familiar. A ideia é promover uma feira com agricultores familiares nas proximidades do Palácio do Planalto. Além disso, a pasta pretende reunir produtores rurais no Salão Nobre para acompanhar a cerimônia.

Na elaboração do Plano Safra 2026/27, Lula não participou diretamente das discussões. Desta vez, as equipes técnicas conduziram as negociações sob coordenação da Casa Civil e dos ministérios envolvidos. Assim, o governo não precisou levar ao presidente decisões sobre os principais pontos da política agrícola.

Com o lançamento marcado para esta terça-feira, o setor agora aguarda os detalhes oficiais do programa. Entre as principais expectativas estão o volume de recursos para o crédito rural, as taxas de juros e as demais regras que vão orientar o financiamento da próxima safra.