Compras chinesas da soja americana diminuíram na semana e Brasil mantém prêmio positivo
Soja
Foto: Embrapa/Danilo Estevão

A soja fechou em baixa nesta quinta-feira (24) na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada pela expectativa em torno da reunião entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China. O contrato para novembro, o mais negociado, caiu 0,04%, para cerca de US$ 13,17 por bushel. Para janeiro de 2027, a queda foi de 0,13%, para US$ 13,32 por bushel. O mercado esperava algum anúncio relacionado às compras chinesas de soja americana, mas não houve novidade sobre o comércio do grão até o fechamento da bolsa.

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A movimentação também refletiu os dados de exportação dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de soja para a China somaram 311,8 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro. O volume ficou abaixo das 875,3 mil toneladas registradas na semana anterior. No total, as vendas americanas de soja na semana chegaram a 582,4 mil toneladas.

A soja chegou a operar em alta durante a sessão, mas perdeu força diante da combinação de vendas externas mais fracas e da ausência de novos anúncios sobre as compras chinesas.

Compras chinesas seguem no radar

A China tem um compromisso de compra de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por ano entre 2026 e 2028. Até meados de setembro, as compras chinesas da nova temporada estavam próximas de 13 milhões de toneladas, segundo dados acompanhados pelo mercado. A velocidade dessas compras é relevante para a formação dos preços internacionais, principalmente durante o início da colheita americana e a entrada da nova safra brasileira no mercado.

Enquanto Estados Unidos e China negociam questões comerciais, outros temas também estão na agenda dos dois governos, incluindo inteligência artificial, energia e terras raras. Os dois países também decidiram estender a trégua comercial até 10 de janeiro de 2027, segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

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Soja brasileira mantém prêmio positivo

No Brasil, os prêmios de exportação nos portos seguem positivos. Segundo Vlamir Brandalizze, os diferenciais estão entre US$ 1,35 e US$ 1,40 sobre o preço da soja em Chicago. Além disso, a valorização do dólar também favorece a formação dos preços da soja brasileira.

O indicador Cepea/Esalq, baseado no Porto de Paranaguá (PR), fechou a quarta-feira (23) em R$ 161,65 por saca de 60 quilos. O valor representou queda diária de 0,17%, mas acumulou alta de 1,39% em setembro. O cenário externo, portanto, chega ao mercado brasileiro em um momento de início do plantio da nova safra.

Plantio começa no Brasil

A semeadura da soja está em fase inicial no país. Segundo Brandalizze, os trabalhos seguem dentro da normalidade até o momento, apesar das preocupações com os possíveis efeitos do El Niño.

No Paraná, os níveis de umidade do solo favorecem o avanço dos trabalhos de campo, segundo a avaliação. Em Mato Grosso, onde as chuvas têm chegado de forma mais irregular, o plantio ocorre de maneira mais gradual. O comportamento das chuvas passa a ganhar importância à medida que a semeadura avança, enquanto o mercado acompanha a demanda chinesa pela soja americana e a evolução da colheita nos Estados Unidos.

Trigo também fecha em baixa

O trigo acompanhou a soja e encerrou a sessão em queda na Bolsa de Chicago. O contrato para dezembro recuou 0,21%, para US$ 7,07 por bushel.

Milho recua em Chicago

O milho também fechou em baixa na Bolsa de Chicago. O contrato para dezembro de 2026 caiu 0,28%, para US$ 5,27½ por bushel. Para março de 2027, o cereal encerrou a sessão a US$ 5,41 por bushel, queda de 0,37%.