Resumo da notícia
- O azeite no Brasil registra dez meses seguidos de queda de preços, com redução acumulada de 22,69% em 2025 e deflação de 23,32% nos últimos 12 meses, segundo APAS e FIPE.
- A retomada da produção europeia, especialmente na Espanha, Portugal e Itália, e a isenção da alíquota de importação em 2025 ampliaram a oferta e reduziram os custos para o consumidor.
- A queda dos preços do azeite contribui para aliviar a inflação no grupo de óleos, que acumula retração de 4,23% no ano, ajudando no controle dos preços dos alimentos industrializados em 2026.
O azeite segue em trajetória de queda de preços no Brasil, acumulando dez meses consecutivos de deflação, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Em novembro, o produto teve recuo médio de 0,37% nas gôndolas. No acumulado de 2025, a redução chega a 22,69%, enquanto a deflação dos últimos 12 meses alcançou 23,32%. O comportamento do mercado reflete tanto fatores externos quanto medidas internas adotadas para conter aumentos de preços nos alimentos importados.
Retomada europeia e isenção de impostos impulsionam queda
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a retomada da produção de azeite em países europeus, especialmente Espanha, Portugal e Itália, ampliou a oferta global e contribuiu diretamente para a queda dos preços.
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Além disso, a isenção da alíquota de 9% sobre a importação, adotada pelo governo federal em 2025, facilitou o acesso do produto importado ao mercado nacional, reduzindo repasses ao consumidor.
Segundo dados do Conselho Oleícola Internacional (COI), a produção europeia deve crescer cerca de 30% em relação à safra 2024/25. Com destaque para a recuperação dos olivais espanhóis após um período de seca severa.
Impacto nos preços dos óleos e inflação
A queda expressiva do azeite ajuda a aliviar a inflação do grupo de óleos no varejo. Embora o segmento tenha registrado alta de 2,63% em novembro, acumula retração de 4,23% no ano. E recuo de 1,01% nos últimos 12 meses, segundo a APAS.
Com maior competitividade de preços, o azeite deve continuar contribuindo para o controle inflacionário nos alimentos industrializados e nas gôndolas dos supermercados no início de 2026.