Resumo da notícia
- O setor brasileiro de pescados enfrenta recuperação gradual em 2026 após forte impacto das tarifas dos EUA em 2025, que reduziram competitividade e geraram perdas na produção e empregos.
- A suspensão das sobretaxas pela Justiça norte-americana, agora reduzidas para 10%, permite que o Brasil recupere competitividade e mantenha otimismo, apesar da cautela com possíveis novas medidas.
- A Abipesca projeta crescimento, com geração de mais de 5 mil empregos e exportações de até US$ 600 milhões, mantendo os EUA como principal mercado, especialmente para tilápia, mas alerta para incertezas globais.
O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual. O segmento reage após um dos períodos mais desafiadores da história recente. Segundo Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as tarifas dos Estados Unidos afetaram fortemente o setor em 2025.
O governo norte-americano impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros. De acordo com o presidente da entidade, Eduardo Lobo, a medida reduziu a competitividade das exportações. Como resultado, empresas perderam contratos internacionais e diminuíram a produção. Além disso, a piscicultura retraiu e a cadeia produtiva eliminou postos de trabalho.
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Entretanto, o cenário começou a mudar após decisão da Corte dos Estados Unidos. A Justiça suspendeu as tarifas aplicadas ao setor de pescados brasileiro. Mesmo com a taxação de 10%, o Brasil recupera condições de competir. Segundo Lobo, o setor permanece forte, competitivo e otimista. Contudo, a entidade mantém cautela diante de novas medidas tarifárias.
Crescimento e empregos
A Abipesca projeta retomada do crescimento ao longo de 2026. A entidade estima recuperar mais de 5 mil empregos na cadeia produtiva. Além disso, o setor deve recompor parte da capacidade produtiva.
As exportações brasileiras de pescados podem alcançar US$ 600 milhões. O mercado norte-americano seguirá como principal destino dos embarques. A tilápia lidera a pauta exportadora para os Estados Unidos.
Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura ciclo mais positivo.
No entanto, o setor mantém prudência diante das incertezas globais. Eduardo Lobo destacou o esforço dos ministérios da Agricultura e da Pesca. Segundo ele, a abertura de novos mercados reduziu perdas maiores.
O presidente reforçou que o objetivo estratégico segue sendo tarifa zero.


