Resumo da notícia
- O óleo de soja fechou em alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pela expectativa de aumento das metas de biocombustíveis nos EUA, com alta de 2,13% no contrato para dezembro.
- Durante a semana, o mercado oscilou devido a rumores sobre isenções para pequenas refinarias, mas recuperou parte das perdas com avanço de 3,80% em uma sessão.
- Enquanto isso, o óleo de palma recuou 0,91%, refletindo uma demanda mais contida e interrupção das negociações na Malásia por feriado nacional.
O óleo de soja encerrou a última semana em alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pela expectativa de aumento das metas de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo a StoneX, o contrato para dezembro fechou a semana a US$ 0,7106 por libra, alta de 2,13%.
O mercado, porém, oscilou bastante. Os preços caíram mais de 300 pontos após rumores de que as isenções para pequenas refinarias, conhecidas como SREs, poderiam superar o previsto. Depois, o mercado recuperou parte dessas perdas, e o óleo de soja avançou 3,80% em uma sessão.
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Possível aumento das metas para 2027
A alta ocorreu após especulações de que o governo americano avalia elevar em cerca de 500 milhões de galões as metas de biocombustíveis para 2027. Nesse cenário, um eventual aumento poderia compensar parte da demanda perdida com as isenções concedidas às pequenas refinarias.
A medida, contudo, ainda era apenas uma possibilidade. Por isso, o mercado continua acompanhando as próximas definições da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
As decisões sobre os biocombustíveis têm impacto direto sobre o mercado de óleos vegetais porque alteram as expectativas de demanda por matérias-primas utilizadas na produção desses combustíveis. Por isso, qualquer mudança nas metas americanas pode influenciar as cotações mesmo antes de uma decisão oficial.
Além das políticas de biocombustíveis, os investidores acompanham o comportamento da oferta e da demanda global. Nesse ambiente, rumores e novas projeções podem provocar oscilações rápidas, como ocorreu durante a semana analisada pela StoneX.
Óleo de palma recua
Enquanto o óleo de soja subiu, o óleo de palma registrou queda na mesma semana. O contrato para novembro de 2026 terminou o período a US$ 1.227,90 por tonelada, recuo de 0,91%.
Assim, os futuros devolveram parte da alta de 6,3% registrada na semana anterior. Segundo a StoneX, fundamentos considerados altistas ainda deram suporte aos preços. Ao mesmo tempo, o mercado percebeu uma demanda mais contida entre países importadores.
A bolsa da Malásia também ficou fechada durante um feriado nacional, interrompendo as negociações do óleo de palma.
O comportamento diferente entre os dois mercados reforça a influência dos fatores específicos de cada commodity. No óleo de soja, as expectativas sobre a política americana de biocombustíveis ganharam peso, enquanto o óleo de palma continuou sob influência das condições de oferta e demanda no mercado internacional.