Resumo da notícia
- A sobretaxa de 25% sobre parte das importações brasileiras pode afetar US$ 4,2 bilhões em exportações do agronegócio para os EUA, impactando 36,8% das vendas do setor no mercado americano.
- Produtos florestais, sebo bovino, complexo sucroalcooleiro e café solúvel são os mais vulneráveis às novas tarifas, podendo perder competitividade no mercado dos EUA.
- Carne bovina, café verde, suco de laranja e aeronaves ficaram de fora da sobretaxa, mas a medida gera insegurança e ameaça a competitividade do agronegócio brasileiro.
Um estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) aponta que a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre parte das importações brasileiras pode afetar diretamente cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do agronegócio para os Estados Unidos.
Segundo a entidade, embora alguns produtos importantes tenham ficado fora da lista inicial de tarifas, uma parcela significativa das vendas do setor ao mercado americano continua exposta às novas medidas.
De acordo com o levantamento, aproximadamente 36,8% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos poderão sofrer impacto caso a sobretaxa seja mantida.
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Produtos mais expostos às tarifas
Entre os segmentos mais vulneráveis estão os produtos florestais, que representam cerca de US$ 1,64 bilhão em exportações para o mercado americano.
Também aparecem entre os itens mais afetados:
- Sebo bovino: US$ 416 milhões;
- Complexo sucroalcooleiro: US$ 401 milhões;
- Café solúvel: aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações projetadas para 2025.
Esses setores possuem forte presença nas vendas brasileiras aos Estados Unidos e podem enfrentar perda de competitividade caso as tarifas sejam implementadas.
Produtos que ficaram fora da lista
Além disso, o estudo também destaca que alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram de fora da relação inicial de itens sujeitos à sobretaxa.
Entre eles estão a carne bovina, o café verde, o suco de laranja e as aeronaves, que, até o momento, seguem preservados das novas tarifas e mantêm as atuais condições de acesso ao mercado americano.
Farsul vê aumento da insegurança para exportadores
Na avaliação da Farsul, a proposta amplia a insegurança para empresas exportadoras e pode reduzir a competitividade de diversos segmentos do agronegócio brasileiro.
A entidade ressalta que os Estados Unidos permanecem entre os principais destinos das exportações do setor, tornando qualquer alteração nas regras comerciais um fator relevante para produtores, indústrias e empresas ligadas ao comércio exterior.
Caso a medida avance, os impactos poderão ser sentidos principalmente pelas cadeias produtivas com maior dependência do mercado americano, especialmente nos segmentos florestal, sucroalcooleiro e de café solúvel.









