Resumo da notícia
- Em julho, preços de legumes e ovos caíram até 9,8% e 5,3%, aliviando o custo da cesta básica, enquanto leite UHT e produtos como detergente e massas tiveram alta.
- A inflação desacelerou para 0,07% em julho, com alimentação no domicílio ficando 1,14% mais barata, influenciada pela queda nos preços de tomate, cenoura e batata.
- No acumulado do ano, legumes e feijão lideram alta, com 35,5% e 35%, respectivamente; já no Sudeste, leite, massas e pão subiram, enquanto legumes e feijão registraram quedas significativas.
Julho trouxe alívio para o consumidor em algumas categorias. Os preços pressionaram a cesta de consumo por meses. Agora, alguns itens recuaram.
Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, a Neogrid realizou o levantamento. A empresa desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo. Os legumes registraram queda de 9,8% no preço médio nacional. A comparação é com o mês anterior. Os ovos recuaram 5,3% no período.
O movimento não foi uniforme entre as categorias. O leite UHT ficou 4,1% mais caro em julho. Este foi o maior aumento registrado no mês. O detergente líquido subiu 3%. As massas alimentícias secas avançaram 2,5%. A massa de tomate ficou 2,4% mais cara.
- Preço do leite ao produtor sobe 33% no primeiro semestre de 2026
- PIB cresce 0,5% no trimestre e agropecuária puxa a alta
Queda nos legumes e ovos contrasta com alta do leite UHT
A tendência acompanha a desaceleração da inflação. O IPCA passou de 0,16% em junho. Em julho, ficou em 0,07%. O índice totaliza uma elevação de 3,44% no ano.
Dados do IBGE apontam que a alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata no mês. A queda nos preços de itens como tomate, cenoura e batata influenciou o resultado.
O levantamento da Neogrid identificou retrações em outras categorias. O xampu recuou 4,9%. O frango caiu 2,4%. O sabonete diminuiu 2,1%. Essa baixa nos preços sinaliza um momento de maior atenção ao orçamento das famílias.
Inflação desacelera e alimentos puxam IPCA para baixo em julho
“Essa desaceleração mostra que o comportamento dos preços não é uniforme em todo o Brasil”, afirma Marcelo Alves. Ele é gerente Executivo de Dados da Neogrid. Categorias como legumes, ovos e itens de higiene variam conforme a região.
Para a indústria e o varejo, isso reforça a importância de um olhar mais estratégico sobre as médias nacionais. As empresas podem ajustar desde a precificação até o mix de produtos. As particularidades de cada região devem ser consideradas.
Um dos grandes desafios do abastecimento é ir além da média nacional. É preciso obter uma visão mais detalhada do comportamento dos preços em cada mercado, segundo o especialista.
Acumulado do ano: legumes e feijão lideram disparada de preços
O balanço considera o período entre dezembro de 2025 e julho de 2026. Os legumes permanecem liderando os avanços acumulados do ano. A valorização foi de 35,5%. Os preços saíram de R$ 5,50 para R$ 7,45.
O feijão aparece logo na sequência. O salto foi de 35,0% no ano.
Completam as maiores altas anuais o leite UHT (28,1%). O pão subiu 5,5%. A farinha de mandioca avançou 5,2%.
Sudeste registra altas em leite, massas e pão; legumes recuam forte
Na região Sudeste, as categorias apresentaram maior elevação de preço. O leite UHT subiu 4,6%. As massas alimentícias secas avançaram 3,4%. A carne suína ficou 3,4% mais cara. O pão subiu 3,4%. O biscoito avançou 3,2%.
Por outro lado, os principais recuos foram observados nos legumes (-11,8%). O xampu recuou 4,3%. A carne bovina caiu 3,5%. O feijão diminuiu 3,3%. O sabonete recuou 2,6%.