Inflação desacelera, mas itens básicos como leite, massas e limpeza encarecem e pressionam o orçamento das famílias

Julho trouxe alívio para o consumidor em algumas categorias. Os preços pressionaram a cesta de consumo por meses. Agora, alguns itens recuaram.

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Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, a Neogrid realizou o levantamento. A empresa desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo. Os legumes registraram queda de 9,8% no preço médio nacional. A comparação é com o mês anterior. Os ovos recuaram 5,3% no período.

O movimento não foi uniforme entre as categorias. O leite UHT ficou 4,1% mais caro em julho. Este foi o maior aumento registrado no mês. O detergente líquido subiu 3%. As massas alimentícias secas avançaram 2,5%. A massa de tomate ficou 2,4% mais cara.

Queda nos legumes e ovos contrasta com alta do leite UHT

A tendência acompanha a desaceleração da inflação. O IPCA passou de 0,16% em junho. Em julho, ficou em 0,07%. O índice totaliza uma elevação de 3,44% no ano.

Dados do IBGE apontam que a alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata no mês. A queda nos preços de itens como tomate, cenoura e batata influenciou o resultado.

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O levantamento da Neogrid identificou retrações em outras categorias. O xampu recuou 4,9%. O frango caiu 2,4%. O sabonete diminuiu 2,1%. Essa baixa nos preços sinaliza um momento de maior atenção ao orçamento das famílias.

Inflação desacelera e alimentos puxam IPCA para baixo em julho

“Essa desaceleração mostra que o comportamento dos preços não é uniforme em todo o Brasil”, afirma Marcelo Alves. Ele é gerente Executivo de Dados da Neogrid. Categorias como legumes, ovos e itens de higiene variam conforme a região.

Para a indústria e o varejo, isso reforça a importância de um olhar mais estratégico sobre as médias nacionais. As empresas podem ajustar desde a precificação até o mix de produtos. As particularidades de cada região devem ser consideradas.

Um dos grandes desafios do abastecimento é ir além da média nacional. É preciso obter uma visão mais detalhada do comportamento dos preços em cada mercado, segundo o especialista.

Acumulado do ano: legumes e feijão lideram disparada de preços

O balanço considera o período entre dezembro de 2025 e julho de 2026. Os legumes permanecem liderando os avanços acumulados do ano. A valorização foi de 35,5%. Os preços saíram de R$ 5,50 para R$ 7,45.

O feijão aparece logo na sequência. O salto foi de 35,0% no ano.

Completam as maiores altas anuais o leite UHT (28,1%). O pão subiu 5,5%. A farinha de mandioca avançou 5,2%.

Sudeste registra altas em leite, massas e pão; legumes recuam forte

Na região Sudeste, as categorias apresentaram maior elevação de preço. O leite UHT subiu 4,6%. As massas alimentícias secas avançaram 3,4%. A carne suína ficou 3,4% mais cara. O pão subiu 3,4%. O biscoito avançou 3,2%.

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Por outro lado, os principais recuos foram observados nos legumes (-11,8%). O xampu recuou 4,3%. A carne bovina caiu 3,5%. O feijão diminuiu 3,3%. O sabonete recuou 2,6%.