Especialista orienta produtores a ajustar a lotação, acompanhar o clima e manter silagem, feno e outros volumosos para reduzir riscos na produção
O produtor deve adequar a carga animal às condições do pasto. Em períodos de chuva excessiva, reduzir a lotação pode preservar o solo e o desenvolvimento da pastagem. Da mesma forma, em períodos de menor crescimento do pasto, o manejo precisa considerar a disponibilidade de forragem e a necessidade dos animais. Assim, o produtor consegue evitar pressão excessiva sobre a área e planejar o uso de alimentos armazenados. Além disso, a implantação e a renovação do pasto devem aproveitar as melhores janelas climáticas. animais na pastagem
Animais na Pastagem - Foto: Matheus Barreto/ Divulgação.

Secas, veranicos e excesso de chuva podem reduzir a oferta de pasto e aumentar os riscos em sistemas intensivos. Por isso, o produtor precisa ajustar a lotação, acompanhar o clima e manter alimentos disponíveis para períodos de menor crescimento das pastagens.

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A avaliação é do diretor técnico do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA), Armindo Barth Neto. Segundo ele, quanto maior a quantidade de animais, maior a exposição aos efeitos de eventos climáticos adversos.

“Quando trabalhamos com mais animais ficamos mais expostos ao risco com qualquer veranico ou seca”, afirma.

Ajuste da lotação acompanha o clima

O produtor deve adequar a carga animal às condições do pasto. Em períodos de chuva excessiva, reduzir a lotação pode preservar o solo e o desenvolvimento da pastagem.

Da mesma forma, em períodos de menor crescimento do pasto, o manejo precisa considerar a disponibilidade de forragem e a necessidade dos animais. Assim, o produtor consegue evitar pressão excessiva sobre a área e planejar o uso de alimentos armazenados.

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Além disso, a implantação e a renovação do pasto devem aproveitar as melhores janelas climáticas.

“Quanto mais demoramos para executar uma operação, maior é o nosso tempo de exposição”, explica.

Alimento conservado reduz riscos

Entre as estratégias, Barth Neto recomenda manter ração, concentrados e volumosos conservados, como silagem, pré-secado e feno. Além do milho, o produtor pode avaliar aveia, trigo, centeio e capins, especialmente onde há restrição de chuva ou dificuldade de adaptação do milho.

Esses materiais podem atender animais de menor exigência nutricional e receber complementação com farelo de soja, milho ou outros ingredientes. A propriedade também precisa ter estrutura para fornecer os alimentos rapidamente.

“Os extremos climáticos estão nos alertando para a necessidade de ter mais comida guardada dentro da propriedade”, destaca.

Venda de animais exige avaliação

Em situações extremas, vender animais pode aliviar a pressão sobre as pastagens. Porém, a medida pode gerar prejuízo quando os custos de reposição estão elevados, especialmente na compra de terneiros.

Nesse cenário, a suplementação estratégica pode ajudar a preservar o desempenho do rebanho e reduzir perdas.

“Quando falamos em intensificação, também precisamos falar em seguro e segurança”, conclui.

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