Provas realizadas em Bagé analisam ganho de peso, eficiência alimentar e emissão de metano para apoiar a seleção genética
raça charolesa
Foto: Gabriel Aquere/Embrapa

A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC) realizaram, em 24 de setembro, um Dia de Campo sobre avaliações de desempenho da raça Charolesa, em Bagé (RS). A atividade integrou a programação da Exposição Nacional Charolês 2026 e reuniu criadores, técnicos e representantes do setor no Centro de Excelência em Genética, Nutrição e Sustentabilidade da Embrapa Pecuária Sul.

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Além de apresentar as avaliações, o encontro marcou a 10ª edição da Prova de Avaliação a Campo (PAC) e a 9ª edição da Prova de Eficiência Alimentar (PEA) realizadas em parceria pelas instituições. Ao longo desse período, as equipes reuniram informações sobre características ligadas ao desempenho, à eficiência e ao potencial produtivo dos animais.

Provas medem desempenho e consumo

Na Prova de Avaliação a Campo, a equipe acompanha os animais em condições de pastejo. Para isso, considera indicadores como ganho de peso, área de olho de lombo, espessura de gordura, gordura intramuscular e perímetro escrotal, além de avaliações visuais.

Por outro lado, a Prova de Eficiência Alimentar concentra a análise na relação entre o alimento consumido e o crescimento dos animais. Nesse caso, os pesquisadores utilizam indicadores como Consumo Alimentar Residual (CAR) e Ganho de Peso Residual (GPR).

Durante a avaliação em confinamento, alimentadores eletrônicos registram individualmente o consumo de cada animal. Dessa maneira, a equipe consegue comparar o consumo dos bovinos com o desempenho obtido e acrescentar essa informação ao processo de seleção.

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Além dessas medições, os pesquisadores utilizam a Prova de Emissão de Gases (PEG) para avaliar a emissão de metano. Os resultados permitem relacionar a quantidade de gás emitida ao alimento consumido e ao peso vivo produzido.

GreenFeed amplia coleta sobre metano

Durante o Dia de Campo, a pesquisadora Cristina Genro apresentou o histórico das avaliações e explicou a ampliação da estrutura da Embrapa Pecuária Sul para coletar dados sobre emissão de metano.

Nesse contexto, a unidade incorporou o equipamento GreenFeed, que amplia a capacidade de medir as emissões dos animais. Assim, os pesquisadores podem cruzar esses resultados com informações de consumo e desempenho, aumentando o conjunto de características analisadas.

Além disso, a Embrapa Pecuária Sul participa de uma iniciativa internacional que reúne instituições da América Latina e da Europa. A parceria busca ampliar a base de dados sobre características relacionadas à eficiência alimentar e às emissões.

Dados ajudam na seleção dos animais

O pesquisador Fernando Cardoso explicou como os resultados das provas podem contribuir para os programas de melhoramento genético. Segundo ele, a coleta padronizada fornece referências para auxiliar os criadores na seleção dos animais, conforme os objetivos de cada sistema de produção.

Nesse cenário, a eficiência alimentar ganha espaço porque o consumo de alimento está diretamente ligado aos custos da pecuária. Ao medir individualmente o consumo e relacioná-lo ao crescimento, os pesquisadores conseguem incluir essa característica na avaliação dos animais.

Ao mesmo tempo, Cardoso destacou a possibilidade de incorporar informações genômicas às avaliações. Ele também apontou o potencial da genética Charolesa em cruzamentos, de acordo com as características buscadas em diferentes sistemas de produção de carne.

A continuidade das provas amplia a base de informações sobre a raça. Com a 10ª edição da PAC e a 9ª edição da PEA, a parceria entre Embrapa Pecuária Sul e ABCC mantém uma série de avaliações de desempenho e eficiência que pode contribuir para o melhoramento genético do Charolês.

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