Resumo da notícia
- Temperaturas elevadas em outubro podem estimular o consumo de laranja in natura, limitando a queda dos preços mesmo com o avanço da colheita, segundo o Cepea.
- A oferta de limão tahiti segue restrita em São Paulo, mantendo preços elevados; aumento expressivo da disponibilidade é esperado apenas para novembro.
- Chuvas em setembro reduziram a oferta e ritmo dos trabalhos no campo, pressionando os preços da laranja na segunda metade do mês, enquanto o limão registrou alta de 24,36% no preço.
As condições climáticas devem influenciar o mercado de laranja e limão em outubro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as temperaturas elevadas podem estimular o consumo de laranja in natura e, com isso, limitar uma queda mais forte dos preços. No caso do limão tahiti, a oferta deve continuar restrita em São Paulo, e o aumento mais expressivo da disponibilidade é esperado apenas para novembro.
Em setembro, as chuvas já afetaram a disponibilidade das frutas e o ritmo dos trabalhos no campo. Na média do mês, a laranja de mesa registrou preço de R$ 31,25 por caixa de 40,8 quilos, com queda de 0,32% em relação a agosto.
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Laranja ganha pressão de oferta na segunda metade de setembro
Na primeira quinzena, a oferta limitada das variedades precoces ajudou a manter as cotações da laranja pera de mesa. Como a colheita dessas variedades já se aproximava do fim, as chuvas também dificultaram os trabalhos no campo e reduziram o ritmo de oferta.
Na segunda metade do mês, porém, as temperaturas mais altas favoreceram a colheita das variedades de meia-estação. Com mais frutas disponíveis no mercado, os preços passaram a sofrer maior pressão.
Para outubro, o cenário pode mudar novamente. De acordo com o Cepea, as temperaturas elevadas associadas ao El Niño podem favorecer o consumo de laranja in natura. Dessa forma, a demanda tende a limitar uma queda mais acentuada das cotações, mesmo com o avanço da colheita.
Limão tahiti mantém preços elevados
No mercado de limão tahiti, por outro lado, a oferta restrita durante a entressafra sustentou as cotações em setembro. Além disso, predominavam frutos de calibre reduzido, o que levou os preços ao maior patamar do ano.
A retomada da colheita aumentou a disponibilidade na segunda quinzena e pressionou as cotações. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para reverter a valorização acumulada no mês.
O limão encerrou setembro com preço médio de R$ 130,02 por caixa de 27 quilos, alta de 24,36% em relação a agosto.
Para outubro, portanto, a oferta continua no centro das atenções. Segundo o Cepea, o aumento mais expressivo da disponibilidade de limão em São Paulo deve ocorrer apenas em novembro.