Após receber atendimento veterinário em Ji-Paraná, animal foi devolvido à natureza; caso destaca a importância da proteção da fauna silvestre
preguiça voltando para a natureza
Foto: Divulgação

Uma preguiça resgatada na BR-364, em Rondônia, se recuperou após receber atendimento veterinário especializado e voltou à natureza. Um operador de tráfego da concessionária Nova 364 encontrou o animal adulto gravemente ferido no km 337 da BR-364, em Ji-Paraná (RO), e acionou as equipes responsáveis pelo atendimento

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Após o resgate, a equipe encaminhou a preguiça ao Hospital Veterinário da RECOPA, em Ji-Paraná. No local, os profissionais prestaram os cuidados necessários para sua recuperação. Com a evolução positiva do tratamento, o animal apresentou melhora e ficou apto a retornar ao habitat natural.

A equipe realizou a soltura em uma área de mata ciliar no entorno da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMEIA) de Ji-Paraná, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Nova 364. O resgate ocorreu em uma quinta-feira, dia 15, e a soltura aconteceu no sábado, dia 17.

preguiça resgatada
Foto: Divulgação

Animais silvestres também circulam em áreas urbanas

A presença de animais silvestres em áreas urbanas exige atenção dos moradores e dos órgãos responsáveis pela proteção ambiental. À medida que as cidades crescem, a ocupação de áreas naturais e a fragmentação da vegetação podem reduzir os espaços disponíveis para abrigo, alimentação e deslocamento da fauna.

Além disso, parques, quintais arborizados, terrenos com vegetação e fragmentos de mata podem atrair diferentes espécies. Por isso, moradores podem encontrar aves, gambás, ouriços, serpentes e até mamíferos como as preguiças em ambientes próximos às residências.

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Entretanto, encontrar um animal silvestre em uma área urbana não significa, necessariamente, que ele esteja ferido ou precise de resgate. Em muitos casos, ele apenas atravessa o local em busca de alimento ou de outro ambiente. Ainda assim, situações que envolvem ferimentos, debilidade ou risco de atropelamento exigem avaliação especializada.

As preguiças, por exemplo, dependem da vegetação para se abrigar e se deslocar. Quando árvores e áreas verdes ficam isoladas pela urbanização, esses animais podem enfrentar dificuldades para circular entre fragmentos de mata. Ao atravessar rodovias ou se aproximar de áreas movimentadas, também ficam expostos a riscos.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre ferido

Ao encontrar um animal silvestre ferido, o mais seguro é manter distância e procurar ajuda especializada. O morador não deve tentar capturá-lo, alimentá-lo ou transportá-lo por conta própria, pois essas ações podem provocar acidentes e agravar a situação do animal.

Em vez disso, a orientação é acionar os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros ou os serviços de atendimento à fauna disponíveis no município. Dessa maneira, profissionais capacitados podem avaliar a ocorrência e definir os procedimentos adequados.

Além do atendimento emergencial, a preservação de áreas verdes e da vegetação nativa contribui para proteger os habitats e favorecer o deslocamento da fauna. Portanto, a conservação ambiental também depende de medidas que reduzam os riscos de contato entre animais silvestres, veículos e atividades humanas.