Neide chegou ainda recém-nascida ao Instituto Vida Livre, no Rio de Janeiro
Neide, a bebê-preguiça (Foto: Reprodução/Instagram/@institutovidalivre)

Uma bebê-preguiça órfã que chegou pesando apenas 360 gramas ao Instituto Vida Livre, no Rio de Janeiro, começou a demonstrar interesse por folhas de embaúba. A reação foi comemorada pela equipe responsável pelos cuidados da filhote, chamada Neide.

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Ela chegou ao instituto no início de agosto, recém-nascida e ainda com o cordão umbilical. O animal havia sido encaminhado pelo Parque Zoológico Municipal de Volta Redonda, parceiro da organização em ações de resgate e reabilitação da fauna silvestre.

Neide começou a experimentar folhas de embaúba

O avanço foi mostrado em um vídeo publicado pela organização. Nas imagens, um profissional oferece pequenos pedaços de folhas de embaúba, que despertam a curiosidade da filhote.

Neide aproxima o alimento da boca e começa a mastigar lentamente. Para a equipe, o interesse pelas folhas representa uma nova etapa do desenvolvimento, embora ela ainda necessite de cuidados intensivos.

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O profissional aparece oferecendo o alimento com a mão, sem o uso de luvas. Diante das dúvidas levantadas nas redes sociais, o instituto explicou o procedimento.

“Nossa mão está totalmente higienizada e não usamos luva nesse caso porque Neide rejeita o cheiro e a textura da luva.”

A escolha do alimento

Neide é uma preguiça-de-três-dedos, grupo que se alimenta principalmente de folhas, brotos e partes de diferentes árvores.

A embaúba está entre as espécies vegetais consumidas por esses animais. De acordo com informações da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, as preguiças-de-três-dedos comem principalmente folhas de árvores dos gêneros Ficus e Cecropia. A embaúba pertence ao gênero Cecropia.

Objetivo é devolver a preguiça à natureza

O Instituto Vida Livre informou que o trabalho busca fazer com que Neide fique progressivamente mais independente. A soltura dependerá de sua condição de saúde e da capacidade de se alimentar e sobreviver sem auxílio humano.

A organização também alertou que a imagem delicada da filhote esconde um problema enfrentado por milhares de animais silvestres. Caça, cativeiro irregular, desmatamento, atropelamentos, choques elétricos, poluição e doenças estão entre as causas gerais de afastamento da fauna de seu habitat.