Praga ataca as raízes do arroz irrigado, pode provocar falhas no estande e exige monitoramento desde o início da lavoura
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Foto: Divulgação - Fedearroz.

O gorgulho aquático do arroz (Oryzophagus oryzae) ataca as raízes do arroz irrigado e pode comprometer o estabelecimento da lavoura. As larvas, conhecidas como bicheira-da-raiz, reduzem o sistema radicular e podem provocar falhas no estande e perda de potencial produtivo.

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A praga merece atenção principalmente durante a emergência e o início do perfilhamento. Nesse período, a redução da população de plantas pode afetar o desenvolvimento da lavoura.

Ataque acontece nas raízes

O gorgulho aquático pertence à família Curculionidae e está adaptado a ambientes alagados. Os adultos permanecem associados à lâmina d’água e se alimentam da parte aérea do arroz.

Depois da postura, as larvas migram para as raízes e provocam os principais danos. Elas não possuem pernas, apresentam corpo branco-creme e cabeça mais escura.

Segundo a Embrapa, as perdas de produtividade variam conforme a intensidade do ataque e as condições da lavoura. Portanto, não existe um percentual único de redução para todas as áreas.

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Sintomas podem passar despercebidos

Como o ataque ocorre abaixo da superfície, a infestação pode passar despercebida no início. Falhas no estande, crescimento desuniforme, plantas mais claras e menor vigor estão entre os sinais possíveis.

As raízes também podem aparecer menores, pouco ramificadas ou parcialmente consumidas. Em ataques intensos, o dano pode formar áreas com maior concentração de falhas.

Por isso, observar apenas a parte aérea não basta para confirmar a presença da praga.

Monitoramento ajuda a identificar a praga

A inspeção das raízes ajuda a diferenciar o gorgulho de outros problemas. Para isso, o produtor pode retirar cuidadosamente plantas suspeitas e preservar parte do solo junto às raízes.

Depois, a lavagem cuidadosa facilita a visualização das larvas. O monitoramento deve incluir diferentes pontos do talhão, principalmente áreas com histórico da praga.

Além disso, registrar a data, o local e a intensidade da ocorrência permite acompanhar a evolução do problema e orientar as decisões de manejo.

Manejo começa no estabelecimento

O controle deve combinar monitoramento, manejo da água, rotação de culturas e cuidados com restos culturais.

O manejo da irrigação merece atenção porque o inseto está associado a ambientes inundados. Assim, ajustes no momento da inundação podem reduzir condições favoráveis à praga em determinados sistemas.

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Entretanto, qualquer alteração precisa considerar as necessidades do arroz. O nivelamento da área também ajuda a distribuir a água de maneira mais uniforme.

Quando o sistema produtivo permitir, a rotação de culturas pode contribuir para interromper o ciclo da praga. A decisão deve considerar as condições agronômicas e econômicas da propriedade.

Controle químico exige orientação técnica

O controle químico pode complementar as demais medidas quando houver necessidade. Nesse caso, o produtor deve utilizar somente produtos registrados para o arroz e para a praga.

Além disso, a aplicação deve seguir o rótulo, a bula e a legislação vigente. A recomendação deve ser feita por profissional habilitado.

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Produtos sem registro, assim como doses ou misturas fora das recomendações, não devem ser utilizados.

Monitoramento deve começar cedo

O gorgulho do arroz exige atenção desde o estabelecimento da cultura. Por isso, o produtor deve acompanhar a lavoura desde a emergência e investigar falhas sem causa aparente.

A inspeção das raízes permite identificar as larvas antes que os danos avancem. Assim, o produtor e o responsável técnico conseguem ajustar o manejo de acordo com a situação do talhão.

A combinação entre monitoramento, manejo da água, rotação de culturas e práticas culturais ajuda a reduzir os riscos associados à praga. Quando necessário, o controle fitossanitário deve complementar essas medidas e seguir as recomendações técnicas.