Resumo da notícia
- A semeadura de trigo no Paraná está lenta, com apenas 5% da área plantada até maio, abaixo da média histórica e do ano passado, refletindo cautela dos produtores diante dos custos elevados.
- Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, impulsionados pela retenção dos estoques pelos vendedores que aguardam valorizações maiores no mercado.
- Compradores preferem o trigo nacional devido à baixa qualidade do cereal importado da Argentina, fortalecendo a demanda interna pelo produto brasileiro.
A semeadura de trigo começou no Sul do Brasil, principalmente no Paraná, mas segue em ritmo lento. Ao mesmo tempo, os preços do trigo continuam em alta no mercado doméstico. O movimento ocorre devido à retração dos vendedores.
Além disso, compradores priorizam o trigo nacional por causa dos problemas de qualidade do cereal importado da Argentina. As informações são do Cepea.
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Trabalho no campo
Segundo a Conab, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada até 1º de maio. O percentual ficou abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado. O índice também permaneceu inferior à média histórica. Nos últimos cinco anos, a média de semeadura para o período alcançou 15,4% no estado paranaense.
No cenário nacional, a área semeada atingiu 9,9% até o início de maio. No mesmo período de 2025, o índice somava 13,1%. Já a média quinquenal alcançava 13%. De acordo com a Seab/Deral, os produtores seguem cautelosos com novos investimentos na cultura.
Mesmo com a recuperação recente dos preços pagos ao produtor, os altos custos de produção ainda preocupam os triticultores. Por isso, a tendência de redução da área plantada no Paraná continua no radar do setor.
Enquanto isso, os preços do trigo seguem em elevação no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores seguram os estoques remanescentes da safra 2025 e aguardam valores maiores.
Além disso, compradores continuam priorizando o cereal nacional devido às limitações de qualidade do trigo argentino.