Reserva Ecológica Michelin registra recorde de suçuaranas, reforça recuperação da Mata Atlântica na Bahia a e sinaliza avanço na conservação ambiental
Suçuanara avistada em reserva ecologica.
Foto: Divulgação/Reserva Ecológica Michelin

A Reserva Ecológica Michelin (REM), no sul da Bahia, registrou o maior número de avistamentos de suçuaranas desde o início do monitoramento em 2018. No último mês, câmeras captaram 49 registros em vídeo do felino, também conhecido como onça-parda, indicando avanço consistente na recuperação da biodiversidade local.

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Considerada quase ameaçada no Brasil, a suçuarana ocupa o topo da cadeia alimentar e atua como indicador-chave da saúde ambiental. A presença frequente do predador revela equilíbrio ecológico e qualidade do habitat na área protegida.

Os dados mostram que ao menos cinco indivíduos utilizam atualmente a reserva, que possui cerca de 4 mil hectares. Entre eles, três machos e duas fêmeas. A concentração de animais em uma área relativamente limitada reforça a eficácia das ações de conservação e restauração da Mata Atlântica conduzidas pela REM.

Segundo Kevin Flesher, diretor da Reserva Ecológica Michelin, o resultado reflete mais de duas décadas de trabalho contínuo. “Esse recorde mostra que o ecossistema funciona como deveria. Ele confirma que as ações de proteção e restauração da Mata Atlântica criam condições reais para a biodiversidade prosperar”, afirma.

Criada em 2004, a Reserva Ecológica Michelin protege quase 4 mil hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia. A iniciativa atua com base em seis pilares: proteção, restauração, pesquisa, ecoturismo, educação ambiental e empoderamento feminino.

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Desde a fundação, a reserva reduziu em 96% a pressão de caça na região e ampliou em 117% a abundância de fauna silvestre. O projeto também expandiu as áreas ocupadas por diferentes espécies e contribuiu para a conservação de animais criticamente ameaçados.