Negociações se intensificam no Brasil enquanto cenário geopolítico e custos logísticos influenciam decisões de venda
Soja e carne bovina impulsionam exportações de Goiás. Estado registra superávit de US$ 4,21 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Foto: Embrapa/Danilo Estevão

As negociações do complexo soja começam a ganhar ritmo no mercado brasileiro. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada observam avanço nas transações neste início de safra. Segundo o Cepea, o movimento é comum para o período. Contudo, o mercado mostra novas relações comerciais. Os países que antes registravam menor demanda passaram a ampliar compras de soja brasileira.

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Conflito pode redirecionar compras globais

O Brasil já concentra grande parte da demanda global durante a entrada da safra. Além disso, o conflito no Oriente Médio pode redirecionar compradores ao país. Ou seja, esse movimento pode intensificar ainda mais as exportações brasileiras de soja. De acordo com o United States Department of Agriculture (USDA), o Brasil deve atender 61% da demanda mundial.

Possível alta do petróleo preocupa logística

Pesquisadores também monitoram impactos logísticos ligados ao cenário internacional. O possível fechamento do Estreito de Ormuz preocupa o mercado global. A rota marítima concentra grande parte do transporte mundial de petróleo. Assim, o bloqueio pode elevar o preço do combustível e pressionar o frete rodoviário. No Brasil, o fluxo de caminhões já aumenta neste período de colheita. Além disso, o frete sobe devido à demanda logística para embarques de soja.

Produtores aceleram vendas no mercado spot

O aumento do frete tende a reduzir o valor recebido pelos produtores. Diante desse cenário, muitos agentes intensificam as vendas da oleaginosa. Segundo o Cepea, esse movimento eleva a liquidez no mercado spot nacional. Além disso, produtores buscam cumprir compromissos financeiros próximos do vencimento. A recente recuperação cambial também estimulou novas negociações.