Mercado de pequenos cavalos cresce impulsionado pelo turismo rural, equoterapia e busca por diversificação de renda
Pônei de pelagem branca com manchas cinza em padrão pintado, posicionado de perfil sobre gramado verde. O animal possui crina longa e clara e está sendo conduzido por uma guia em área aberta ao ar livre.
Brasil conta com mais de 300 criadores de pôneis e 50 mil animais (Foto: Divulgação/ABCCP)

A criação de pôneis vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. O movimento é impulsionado pela diversificação das atividades no campo, pelo crescimento do turismo rural, da equoterapia e do mercado de animais de lazer e exposição.

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Com manejo mais simples e custo de manutenção menor que o dos cavalos de grande porte, os pôneis se tornaram uma alternativa atrativa para pequenos e médios produtores.

O tamanho do mercado no Brasil

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pônei (ABCCP), os pôneis já estão presentes em praticamente todos os estados brasileiros, com mais de 300 criadores registrados no país.

A ABCCP, entidade registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável pelo registro genealógico, pelo desenvolvimento do padrão racial e pela organização de exposições que fortalecem a cadeia produtiva.

“Embora ainda seja um nicho quando comparado ao mercado de equinos de esporte e trabalho, a demanda por pôneis vem crescendo nos últimos anos por conta da sua versatilidade”, explica Fernando Montenegro, diretor financeiro da ABCCP e proprietário do Haras FOM, em Tatuí (SP).

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Sete raças reconhecidas no país

O registro genealógico das raças de pôneis no Brasil é feito exclusivamente pela ABCCP. Atualmente, a entidade reconhece e ampara sete raças:

  • Pônei Brasileiro
  • Piquira
  • Shetland
  • Welsh Pony
  • Haflinger
  • Fjord
  • Reitpony

Como a criação de pôneis gera renda?

Além da venda de animais para criadores e exposições, o setor abre oportunidades em diferentes frentes, como haras de lazer, fazendas de turismo, centros de equoterapia e escolas de equitação infantil.

Apesar da proximidade com as famílias, Fernando Montenegro faz um alerta importante: o pônei não deve ser tratado como pet. “Trata-se de um animal rústico, que requer espaço e cuidados específicos para garantia de bem-estar, além de ter uma vida longa”, explica.

Custo de produção é menor

Uma das principais vantagens da atividade está no custo de produção. Por serem de menor porte, os pôneis consomem menos alimento e precisam de áreas reduzidas para manejo, o que permite que propriedades menores também entrem no negócio.

A rusticidade da raça ainda favorece a adaptação a diferentes regiões do Brasil. Os animais apresentam boa longevidade, fertilidade e docilidade, características valorizadas tanto por criadores quanto por instituições que utilizam equinos em atividades terapêuticas.

Segundo a ABCCP, o trabalho de seleção genética conduzido pelos criadores brasileiros ajudou a formar um plantel reconhecido pela qualidade morfológica e pelo temperamento equilibrado dos animais.

Quanto custa um pônei?

O valor de um pônei varia conforme genealogia, conformação física e histórico em competições:

Animais comerciais (indicados para mini fazendas, sítios e iniciação): em torno de R$ 10 mil

Animais de alto padrão: podem chegar a R$ 60 mil

“A criação de pôneis acompanha uma tendência observada em outros segmentos do agronegócio: a valorização de atividades de nicho. Para pequenos produtores, a atividade pode representar uma alternativa interessante de diversificação da renda”, afirma Mauro Vieira Filho, criador que iniciou a atividade há quatro anos e hoje possui 38 animais, com foco em animais de entrada para sítios e fazendinhas.

Já Fernando Montenegro segue uma estratégia diferente, apostando também na criação de animais de elite e na organização de leilões desde 2018.