Resumo da notícia
- O Egito quer servir como ponte comercial entre Brasil, África e mercados árabes, buscando ampliar investimentos, comércio e transferência de tecnologia, segundo ministro Ahmed Rostom.
- O país acelera investimentos em energia solar e demonstra interesse em tecnologias agrícolas brasileiras para fortalecer o agronegócio local e atrair indústrias.
- O setor privado é visto como motor da cooperação, com o Egito defendendo redução de barreiras comerciais para transformar propostas em ações concretas entre as regiões.
O Egito quer se tornar uma ponte comercial entre o Brasil e os mercados da África e do mundo árabe. A afirmação é do ministro do Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Egito, Ahmed Rostom.
Ele fez a declaração durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, em São Paulo, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Segundo o ministro, as mudanças climáticas e tecnológicas atuais exigem uma revisão nas estratégias econômicas globais.
Confiança abre espaço para negócios
Rostom afirma que Brasil e países árabes já mantêm uma relação de confiança mútua. Para ele, a experiência brasileira em agricultura, indústria e energia limpa combina diretamente com os interesses dos governos árabes.
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Apesar disso, o ministro defende uma atualização na agenda bilateral. Segundo ele, essa mudança pode ampliar investimentos, comércio e transferência de tecnologia entre as regiões.
Egito acelera energia solar e mira tecnologia agrícola
O país acelera investimentos em energia solar para ampliar a oferta de energia limpa. Com isso, busca atrair indústrias interessadas em se instalar por lá, incluindo empresas brasileiras.
Em contrapartida, Rostom sinaliza interesse em ampliar o uso de tecnologias agrícolas brasileiras no Egito. Para produtores rurais, a fala aponta um caminho de exportação de know-how e equipamentos do agronegócio nacional.
Setor privado deve puxar a transformação
Rostom defende que o setor privado assuma papel central na aproximação entre os dois países. “Acreditamos que os governos podem estabelecer essa visão estratégica, mas é o setor privado que realmente faz a transformação”, disse.
O ministro também defende a redução de barreiras comerciais. Segundo ele, medidas assim facilitam iniciativas capazes de gerar riqueza para Brasil e Egito.
Egito quer transformar discurso em ação
O governo egípcio afirma estar comprometido em converter as propostas do fórum em ações concretas. Rostom pede que Brasil e países árabes aproveitem o momento atual da economia global.
Para ele, essa cooperação pode resultar em cadeias de suprimentos mais resistentes. A expectativa é que o movimento aproxime as duas regiões e abra novas oportunidades de negócio.