Resumo da notícia
- A AGCO desenvolveu motores a etanol e biometano para tratores de 200 a 300 cv, oferecendo alternativa ao diesel com desempenho e durabilidade equivalentes, testados em condições reais no campo.
- A alta do preço do diesel impulsiona a adoção desses motores, que reduzem custos operacionais e emissões de gases poluentes, contribuindo para a sustentabilidade no agronegócio.
- O motor a biometano, previsto para 2027, utiliza resíduos agrícolas, ampliando o aproveitamento energético nas fazendas e podendo cortar até 90% das emissões de CO₂ em relação a combustíveis fósseis.
A AGCO apresentou dois novos motores movidos a combustíveis renováveis: um a etanol e outro a biometano. A equipe de engenharia brasileira da empresa desenvolveu integralmente as soluções ao longo de três anos para tratores na faixa de 200 cv a 300 cv. Esses equipamentos atendem amplamente operações de preparo de solo, plantio e transbordo. E representam uma alternativa concreta ao diesel no agronegócio.
A equipe de engenharia desenvolveu os motores do zero para operar com seus respectivos biocombustíveis, sem adaptar tecnologias existentes. No caso do motor a etanol, a AGCO criou sistemas exclusivos de ignição e injeção que garantem, segundo a empresa, desempenho, durabilidade e curva de torque equivalentes ao diesel, além de operação mais silenciosa. Produtores rurais, usinas e concessionários participaram do projeto, que a equipe validou em condições reais de trabalho em culturas de cana-de-açúcar e grãos.
“O motor AGCO Power a etanol foi concebido desde o início como um motor agrícola, preparado para as severas condições de trabalho no campo. Já ultrapassamos 10.000 horas de testes práticos”, afirmou Fabricio Natal, vice-presidente de Engenharia América Latina & APA da AGCO.
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Diesel mais caro impulsiona busca por alternativas
A alta no preço do diesel tem pressionado os custos de produção no campo. E o mercado busca novas tecnologias como resposta direta a essa demanda. Para André Rocha, diretor da AGCO Power, os novos motores atendem a uma necessidade crescente do setor por soluções que combinem redução de custos operacionais e diminuição das emissões de gases poluentes.
Para produtores que cultivam cana-de-açúcar ou milho, o uso do etanol pode ir além da simples troca de combustível. A tecnologia abre caminho para um ciclo energético próprio dentro da propriedade, reduzindo a dependência de insumos externos e, potencialmente, gerando créditos de carbono.
Biometano amplia o aproveitamento de resíduos agrícolas
Além do etanol, a empresa também apresenta uma versão movida a biometano, combustível obtido a partir da transformação de resíduos agrícolas e biomassa. A solução é especialmente relevante para regiões com alta produção de cana-de-açúcar, milho e outras culturas geradoras de matéria-prima para biogás, ampliando o aproveitamento energético dentro das próprias fazendas.
Do ponto de vista ambiental, tanto o etanol quanto o biometano integram ciclos renováveis de carbono. E podem reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente em comparação com os combustíveis fósseis, segundo dados da empresa.
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A versão movida a biometano tem previsão de lançamento comercial a partir de 2027, enquanto o motor a etanol deve chegar ao mercado em 2028. As novidades integram a estratégia da AGCO de posicionar o Brasil como protagonista na transição energética do setor agropecuário, aproveitando a infraestrutura já consolidada de biocombustíveis no país.








