Resumo da notícia
- O Brasil bate recorde nas exportações de soja, com 16,75 milhões de toneladas em abril, impulsionado principalmente pela forte demanda da China, que aumentou suas compras em 17,6%.
- Apesar da ampla oferta interna e queda dos preços domésticos, as exportações sustentam a receita do setor, enquanto a desvalorização cambial pressiona o mercado brasileiro da soja.
- No mercado de milho, os preços caem devido à alta oferta e estoques elevados, com produtores buscando liberar espaço nos armazéns; o clima adverso, porém, preocupa para a segunda safra.
O Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja. A forte demanda internacional, principalmente da China, impulsiona os embarques.
Segundo o Cepea, o desempenho das exportações sustenta a receita do setor. Isso ocorre apesar da ampla oferta interna e da queda dos preços domésticos. Além disso, a desvalorização cambial também pressiona o mercado brasileiro da soja.
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Recorde de exportação
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja. O volume representa recorde histórico da série da Secex. O resultado superou em 15,35% o volume embarcado em março. Na comparação anual, o avanço foi de 9,6%.
As vendas para a China cresceram 17,6% entre março e abril. O país segue como principal comprador da soja brasileira.
No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas. O volume também representa recorde para o período.
Milho
Enquanto isso, os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A maior oferta pressiona o mercado. A colheita da safra de verão e os estoques elevados ampliam a disponibilidade do cereal.
Diante desse cenário, compradores encontram facilidade para fechar negócios. Além disso, muitos aguardam novas quedas nos preços. Parte dos vendedores também flexibiliza negociações no mercado spot.
Segundo o Cepea, os armazéns recebem lotes de soja e milho da safra de verão. Ao mesmo tempo, ainda há estoques remanescentes da temporada 2024/25. Por isso, produtores buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.
Apesar disso, o clima preocupa agentes do mercado. Algumas regiões produtoras da segunda safra enfrentam falta de chuva e altas temperaturas.
Além disso, previsões de frentes frias voltaram ao radar do setor. Caso as condições climáticas adversas persistam, o potencial produtivo das lavouras poderá diminuir.
Até o momento, a Conab estima produção de 109,11 milhões de toneladas na segunda safra de milho.









