Resumo da notícia
- A FAESP criticou a União Europeia por impor restrições a carnes, mel e outros produtos animais brasileiros, classificando a medida como discriminatória e sem base técnica, prejudicando o comércio internacional.
- A federação apontou tratamento desigual, pois outros grandes exportadores como EUA e Austrália não enfrentam restrições similares, e acusou a UE de postura protecionista para reduzir a competitividade brasileira.
- A entidade defende ação conjunta do Mercosul para responder às barreiras comerciais e cobra do governo federal uma atuação mais firme para proteger o agronegócio nacional e garantir tratamento justo no mercado global.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) criticou as novas restrições da União Europeia contra produtos brasileiros. A medida afeta carnes, mel e outros itens de origem animal exportados pelo país.
A entidade classificou a decisão como discriminatória e sem embasamento técnico ou científico. Além disso, afirmou que a iniciativa cria obstáculos ao comércio internacional. Segundo a FAESP, a União Europeia alterou unilateralmente condições discutidas durante décadas com o Mercosul. Para a federação, as novas exigências comprometem a previsibilidade das relações comerciais.
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A entidade argumenta que o bloco europeu justificou a medida com base no uso de antibióticos na produção animal. No entanto, a FAESP afirma que outros grandes exportadores utilizam produtos semelhantes.
De acordo com a federação, países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia não sofreram restrições equivalentes. Por isso, a entidade vê tratamento desigual aos produtos brasileiros.
Na avaliação da FAESP, a decisão revela uma postura protecionista. Segundo a entidade, o objetivo seria reduzir a competitividade da agropecuária brasileira no mercado internacional.
A federação também destaca que o Brasil segue rigorosos protocolos sanitários. Além disso, afirma que a qualidade da produção nacional possui reconhecimento mundial.
Segundo a entidade, o país desenvolveu um dos mais sólidos sistemas de controle sanitário do mundo. Esse modelo ajudou a consolidar o Brasil como referência na produção de proteína animal.
A FAESP considera a medida uma agressão comercial e reputacional ao agronegócio brasileiro. Por isso, cobra uma atuação mais firme do governo federal nas negociações internacionais.
Para a entidade, o Brasil precisa defender seus interesses comerciais com maior intensidade. Além disso, não deve aceitar medidas consideradas injustificadas.
Ação com o Mercosul
A federação também propõe uma ação conjunta dos países do Mercosul. Segundo a FAESP, Brasil, Argentina e Uruguai devem adotar uma posição unificada diante da decisão europeia.
A entidade acredita que uma resposta coordenada fortalece o poder de negociação do bloco. Dessa forma, os países poderiam enfrentar as novas barreiras comerciais com mais eficiência.
O presidente da FAESP, Tirso Meirelles, afirmou que os produtores rurais investem continuamente em qualidade, sanidade e sustentabilidade. Segundo ele, a diplomacia brasileira deve garantir tratamento justo ao setor. Meirelles também defendeu a preservação da competitividade conquistada pelo agronegócio nacional. Para ele, o setor precisa manter espaço nos mercados internacionais.
Ao concluir a nota, a FAESP destacou o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global. A entidade afirmou ainda que o respeito às regras do comércio internacional é essencial para manter as relações comerciais entre países e blocos econômicos.








