Resumo da notícia
- O Festival do Queijo Artesanal de Minas reuniu 28.766 visitantes em três dias, consolidando-se como o maior evento do setor no Brasil e promovendo a cultura queijeira mineira.
- O queijo do Serro foi eleito o favorito do público, seguido pela Mantiqueira e Vale do Jequitinhonha, destacando a diversidade e qualidade das regiões produtoras.
- Produtores como José Alves dos Santos, do Vale do Jequitinhonha, relatam que a certificação e o festival ampliaram mercados e transformaram seus negócios.
O Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) encerrou neste sábado sua edição mais expressiva até agora. Ao longo de três dias no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 visitantes. Um número superior ao da edição anterior, consolidando o festival entre os principais encontros dedicados ao queijo artesanal no Brasil.

O primeiro dia, quinta-feira, concentrou o maior fluxo: 12.143 pessoas passaram pelo evento. Na sexta-feira, o público chegou a 7.763 visitantes, e o sábado registrou mais 8.860 participantes. Os números indicam crescimento consistente do interesse pelos queijos artesanais mineiros e reforçam o papel do festival na promoção de produtores e regiões tradicionais do estado.
Durante a programação, visitantes degustaram produtos de diferentes regiões, participaram de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximam o consumidor dos saberes e da história por trás de cada queijo.
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Serro vence votação popular; Mantiqueira e Vale do Jequitinhonha completam o pódio
A votação popular foi um dos momentos mais disputados do festival. Após degustar amostras das diferentes regiões produtoras, o público elegeu o queijo do Serro como o favorito da edição.

A Mantiqueira de Minas ficou em segundo lugar, e o Vale do Jequitinhonha conquistou o terceiro posto. Um resultado que celebra a diversidade e a qualidade da produção queijeira mineira.
Certificação muda a vida de produtor do Vale do Jequitinhonha
Entre as histórias que marcaram a edição, destacou-se a de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, no Vale do Jequitinhonha. No festival pelo segundo ano consecutivo, ele atribui à certificação conquistada em 2025 uma virada decisiva para o negócio. Com produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda ampliou a participação em feiras e expandiu a comercialização para diferentes regiões de Minas Gerais.

“Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo”, conta Santos.
Festival se afirma como ferramenta de desenvolvimento, dizem lideranças
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o FQAM vai além da celebração cultural. “O festival gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade”, afirmou.
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O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou o fortalecimento contínuo da cadeia produtiva. “O queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado.”

Além de espaço de comercialização e degustação, o FQAM reafirma seu papel como vitrine da tradição queijeira mineira, fortalecendo a conexão entre produtores e consumidores e ampliando o reconhecimento de um dos maiores patrimônios gastronômicos do país.








