Ação conjunta do Procon-MPMG com a Vigilância Sanitária Municipal encontrou irregularidades sanitárias, estruturais e documentais graves no estabelecimento
arroz irregular
Foto: Procon/MPMG

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) interditou cautelarmente uma beneficiadora de arroz em Uberaba, no Triângulo Mineiro, após uma operação de fiscalização que resultou na apreensão de aproximadamente 29 toneladas de farelo de arroz e outros produtos impróprios para consumo. A ação foi conduzida pela 8ª Promotoria de Justiça de Uberaba em parceria com a Vigilância Sanitária Municipal.

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Foto: Procon/MPMG

A operação começou depois que o Procon-MPMG recebeu uma reclamação apontando que o arroz comercializado pela empresa continha impurezas. Durante a inspeção, os agentes encontraram uma estrutura física inadequada para o beneficiamento e o armazenamento dos produtos. O estabelecimento também não renovava o Alvará sanitário havia mais de sete anos.

A fiscalização também revelou a ausência de documentos essenciais para o funcionamento do negócio. A beneficiadora não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) nem licença e autorização expedidas pela prefeitura do município.

Embalagens de fertilizante e ração eram reaproveitadas para vender arroz

Entre as infrações mais graves identificadas pelos fiscais, está a reutilização de embalagens originalmente destinadas a fertilizantes e rações animais para acondicionar e comercializar subprodutos de arroz voltados à alimentação animal. Essas embalagens não traziam informações obrigatórias ao consumidor, como identificação do produto, procedência, número de lote e prazo de validade. Uma violação tanto da legislação sanitária quanto das normas de defesa do consumidor.

fiscais do Procon/MPMG
Foto: Procon/MPMG

Os fiscais também constataram um ambiente insalubre na área de manipulação dos alimentos. Eles registraram acúmulo de materiais inservíveis, presença de pombos e outros vetores, além de fezes e sinais de infestação. Condições que colocavam em risco a segurança sanitária da produção e a saúde dos consumidores.

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O Procon-MPMG determinou a interdição cautelar do local. Portanto, ele permanecerá fechado até que a empresa regularize integralmente as condições higiênico-sanitárias, estruturais e documentais exigidas por lei. Os produtos apreendidos durante a operação serão encaminhados para descarte em local ambientalmente adequado.