Planta invasora pode causar perdas de até 91% no milho; técnicos reforçam prevenção e orientam produtores sobre riscos da praga
caruru gigante
Foto: Divulgação/Seapi

Uma força-tarefa do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), ligada à Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi), vistoriou 182 propriedades rurais em 55 municípios entre os dias 13 e 17 de abril. A operação priorizou a região do Alto Uruguai, considerada estratégica após a confirmação do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) no oeste de Santa Catarina.

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Embora o Rio Grande do Sul ainda não registre a presença da praga, a proximidade com áreas contaminadas elevou o nível de alerta das autoridades fitossanitárias. Classificado como praga quarentenária, o caruru-gigante pode causar perdas de até 79% na produtividade da soja e 91% no milho, além de aumentar os custos de produção e dificultar a colheita.

Durante a ação, as equipes coletaram oito amostras de plantas suspeitas para análise em laboratório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os técnicos também concederam entrevistas a 16 emissoras de rádio e participaram de cinco reuniões com sindicatos rurais, ampliando o alcance das orientações no campo.

Prevenção e orientação no campo

A operação reforçou a conscientização dos produtores sobre identificação e manejo da praga. O fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade destacou o impacto da iniciativa. “O trabalho foi excelente. Além das vistorias, ampliamos a conscientização e fortalecemos a rede de vigilância”, afirma.

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As equipes orientaram produtores sobre as diferenças entre o caruru-gigante e outras espécies de caruru, além dos riscos às lavouras. Os técnicos também alertaram para o uso de sementes certificadas e os cuidados com o trânsito de máquinas agrícolas, especialmente vindas de outros estados.

O agrônomo e fiscal Rodrigo Rubenich explicou que a planta apresenta crescimento acelerado e alta competitividade. “O caruru-gigante disputa nutrientes, luz e espaço com as culturas. Cada planta pode produzir até um milhão de sementes, o que facilita a disseminação. Além disso, a resistência a herbicidas dificulta o controle”, ressalta.

Entre as principais recomendações, a Seapi reforça a limpeza e sanitização completa de máquinas e equipamentos antes de entrarem no Estado, evitando o transporte de sementes da praga.

Monitoramento permanente

A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Feltes Riffel, informou que o monitoramento do caruru-gigante passa a integrar as ações permanentes da secretaria. Segundo ela, a participação dos produtores é essencial para o controle da praga.

“Os agricultores devem inspecionar suas lavouras regularmente e comunicar qualquer suspeita imediatamente. Eles estão no campo diariamente e conseguem identificar alterações com mais rapidez”, explica.

Produtores podem informar ocorrências suspeitas diretamente à Seapi pelo e-mail [email protected]. É necessário enviar fotos da planta, além da localização detalhada, incluindo coordenadas geográficas.

Mais informações estão disponíveis pelos telefones (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289.