Resumo da notícia
- O alto custo do diesel e insumos logísticos mantém os preços dos fretes de grãos elevados no Brasil, impedindo quedas significativas mesmo com a colheita em andamento.
- A pressão nos valores do frete varia regionalmente, sendo maior em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, enquanto medidas fiscais ajudam a conter os aumentos em estados como São Paulo e Maranhão.
- Isenções fiscais e subsídios federais são essenciais para minimizar impactos do cenário internacional e garantir o abastecimento de combustível, assegurando o escoamento da safra brasileira.
- Altos custos operacionais, especialmente o preço do diesel, mantêm os fretes de transporte agropecuário elevados no Brasil, superando valores do ano passado, segundo o boletim da Conab.
- Isenções fiscais e políticas governamentais ajudaram a conter aumentos maiores, apesar da instabilidade global e alta internacional do petróleo.
- A pressão nos preços de frete varia por região, com destaque para Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Nordeste, onde fatores locais e políticas impactam os custos logísticos.
Os altos custos operacionais continuam a pressionar o mercado de transporte de produtos agropecuários no Brasil. Segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicado nesta semana, o preço do diesel e de outros insumos logísticos impedem uma queda significativa nos valores dos fretes, mantendo as cotações em níveis elevados nas principais rotas do país.
Mesmo com as variações naturais causadas pelo andamento da colheita da primeira safra, os valores atuais superam os registros do mesmo período do ano passado. De acordo com Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, o custo do combustível permanece como o fator central de sustentação desses preços altos.
Guth ressalta que as isenções de impostos federais sobre o diesel e outras medidas do governo ajudaram a conter impactos ainda maiores, especialmente diante da instabilidade gerada por conflitos no Oriente Médio e da alta internacional do petróleo.
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Cenário nos principais estados produtores
O comportamento do mercado de fretes varia conforme a região, mas a pressão logística é constante.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado operou próximo da estabilidade, mas com preços altos. O grande volume de grãos e o fluxo contínuo para exportação sustentam a demanda por caminhões nesses estados.

Em Goiás, embora o preço mensal tenha caído, o custo do combustível para o transportador ainda é 15% maior do que em abril de 2025. No DF, todas as rotas pesquisadas registraram alta devido à extensão da colheita de soja.
No Paraná, a instabilidade geopolítica global influenciou altas em rotas específicas. Já em São Paulo, o mercado registrou uma leve queda em abril, beneficiado pelas políticas de isenção fiscal do diesel, apesar da forte demanda interna.
Norte e Nordeste apresentam variações mistas
Na Bahia, o cenário divide-se entre altas nas praças de cultivo de verão e baixas nas de inverno. No Maranhão, o avanço da colheita de soja intensifica o transporte, mas a Conab verificou queda de preços na maioria das rotas após o governo zerar as alíquotas de PIS/Cofins e a Petrobras reforçar a oferta de diesel no estado.
No Piauí, o aumento das exportações de soja aqueceu a demanda. Contudo, a queda no preço local do combustível compensou essa pressão, mantendo as cotações de frete estáveis no período.
As medidas de subvenção e o alívio tributário federal seguem como peças-chave para limitar novos aumentos e garantir o abastecimento de combustível, minimizando os riscos para o escoamento da safra brasileira.