Resumo da notícia
- Ibama intensificou o combate ao mangue-maçã, espécie invasora que ameaça os manguezais de Cubatão, em parceria com a Fundação Florestal, focando na preservação dos ecossistemas costeiros.
- Drones e tecnologia de sensoriamento remoto foram usados para mapear e analisar áreas afetadas, com validação em campo para orientar a remoção das árvores invasoras.
- Mais de 700 árvores já foram removidas; especialistas avaliam que a erradicação total ainda é viável se as ações continuarem em ritmo acelerado para proteger a biodiversidade e atividades locais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou, na última semana, o monitoramento e o combate ao mangue-maçã (Sonneratia apetala), espécie exótica invasora que ameaça os ecossistemas costeiros de São Paulo. A ação ocorre em parceria com a Fundação Florestal e foca principalmente nos manguezais de Cubatão, na Baixada Santista.
Originária da Ásia, a planta apresenta crescimento acelerado e alta capacidade de competir por recursos naturais, o que compromete o desenvolvimento de espécies nativas e o equilíbrio ambiental.
Entre os dias 15 e 17 de abril, equipes técnicas realizaram uma nova etapa da operação com uso intensivo de tecnologia. Drones mapearam áreas estratégicas e geraram imagens em alta resolução, que passaram por análise de sensoriamento remoto e fotointerpretação. Em seguida, equipes em campo validaram as informações para orientar as próximas ações de remoção.
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A Divisão Técnico-Ambiental do Ibama em São Paulo coordena as atividades, alinhadas à Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras. Como o mangue-maçã foi identificado apenas em Cubatão até o momento, especialistas avaliam que ainda há viabilidade de erradicação total, desde que as intervenções continuem em ritmo acelerado.

O trabalho conjunto já resultou na remoção de mais de 700 árvores da espécie invasora. Além da supressão, o Ibama também identifica novas áreas afetadas e testa o uso de inteligência artificial para ampliar a eficiência dos levantamentos.
Portanto, a iniciativa busca evitar impactos irreversíveis à biodiversidade e proteger atividades econômicas locais, como a pesca, diretamente dependentes da saúde dos manguezais.