Resumo da notícia
- Estudo com quase 355 mil pessoas indica que o consumo regular de café está associado a menor risco de cirrose, câncer de fígado e mortes por doenças hepáticas, com benefícios mesmo em doses moderadas.
- Análises clínicas mostram que o café reduz gordura, inflamação, fibrose e excesso de ferro no fígado, explicando biologicamente seus efeitos protetores, válidos para café com ou sem cafeína.
- Pesquisadores alertam que o estudo é observacional e recomendam que o café seja consumido como complemento a hábitos saudáveis, não substituindo práticas essenciais para a saúde hepática.
Como dizia Jorge Ben Jor: Meu amor, me faz um cafézinho! Um dos maiores estudos já realizados sobre café e saúde do fígado surpreendeu ao apontar que o consumo da bebida pode estar associado a menores riscos de doenças hepáticas graves.
A pesquisa, conduzida pela Cedars-Sinai Health Sciences University e publicada na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, analisou dados de quase 355 mil pessoas ao longo de mais de uma década.
Segundo os pesquisadores, indivíduos que consomem café regularmente apresentaram menor incidência de cirrose, câncer de fígado e mortes relacionadas a doenças hepáticas.
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A análise utilizou dados de 354.957 participantes do UK Biobank, todos sem histórico prévio de cirrose ou câncer hepático no início do estudo. Ao longo de um período médio de 13 anos, os cientistas monitoraram novos casos dessas doenças por meio de registros médicos.
Os resultados mostraram que pessoas que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia tiveram:
- 32% menos risco de cirrose
- 47% menos risco de câncer de fígado
- 42% menos risco de morte por doença hepática
Mesmo entre aqueles que bebiam apenas uma ou duas xícaras diárias, já foram observados benefícios. Os efeitos mais consistentes apareceram com o consumo de três a quatro xícaras por dia.
Café está ligado a menor dano no fígado
Além dos dados clínicos, o estudo também avaliou exames de ressonância magnética e análises de proteínas no sangue. Os pesquisadores identificaram que consumidores de café apresentaram:
- Menor acúmulo de gordura no fígado
- Redução de fibrose (cicatrização hepática)
- Menores níveis de inflamação
- Menor excesso de ferro hepático
No sangue, também foram encontrados níveis mais elevados de proteínas associadas à função saudável do fígado e menores níveis de marcadores inflamatórios.
Esses achados ajudam a explicar, do ponto de vista biológico, por que o café tem sido associado a uma melhor saúde hepática.
Com ou sem cafeína?
O estudo também observou que tanto o café com cafeína quanto o descafeinado apresentaram associações positivas com a saúde do fígado.

Consumo moderado
Apesar dos resultados, os pesquisadores reforçam que o estudo é observacional. Ou seja, não comprova que o café previne diretamente doenças hepáticas. Portanto, não há recomendação para aumentar o consumo apenas com base nesses dados.
O café deve ser um complemento a hábitos já comprovados para a saúde do fígado, como manter o peso saudável, reduzir o consumo de álcool e praticar atividades físicas.









