Resumo da notícia
- O presidente Santiago Peña regulamentou a Lei do Etanol, garantindo que pelo menos metade do etanol usado na mistura de combustíveis seja de origem nacional, valorizando produtores locais.
- O decreto inclui mecanismos de controle e sanções para assegurar o cumprimento da regra, promovendo proteção ao mercado interno e expansão da indústria da cana-de-açúcar.
- A medida visa fortalecer o setor sucroalcooleiro paraguaio, estimulando a industrialização rural, atraindo investimentos e reduzindo dependência de combustíveis fósseis importados.
O Paraguai acaba de virar a página na sua política energética. O presidente Santiago Peña assinou o decreto que regulamenta a Lei do Etanol, visando impulsionar a industrialização, atrair investimentos e ampliar os empregos na cadeia da cana-de-açúcar.
A medida estabelece que pelo menos metade do etanol usado na mistura de combustíveis deve ter origem nacional, sinalização clara de proteção ao mercado interno e de valorização do produtor local. Para garantir o cumprimento, o decreto já prevê mecanismos de controle, cronograma de implementação e regime de sanções para quem descumprir as regras.
Tudo isso com um foco bem definido: priorizar o etanol produzido no próprio país, assegurando que o álcool anidro misturado aos combustíveis fósseis venha, de fato, do campo paraguaio.
Setor sucroalcooleiro e o movimento paraguaio
A lógica por trás da medida é criar demanda garantida para o setor sucroalcooleiro paraguaio. A estratégia pretende assegurar demanda contínua para o setor, oferecendo maior previsibilidade aos produtores e consolidando um ambiente de mercado mais estável.
Além disso, a iniciativa busca estimular um ciclo de crescimento na economia rural, incentivando a industrialização da cana-de-açúcar, agregando valor à produção nacional e reduzindo a dependência de insumos importados.
Em resumo, o movimento paraguaio chega em um momento em que vários países da América Latina revisitam suas matrizes energéticas e buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O Paraguai posiciona a cana-de-açúcar como componente estratégico da sua política de energia, um caminho que o Brasil já percorreu décadas atrás com o Proálcool e que agora inspira vizinhos.








