Resumo da notícia
- São Félix do Xingu (PA) tem mais de 40 bovinos por habitante, liderando a criação de gado no Brasil com 2,7 milhões de cabeças em 2025, apesar da queda de 1,7% no rebanho nacional.
- Santa Maria de Jetibá (ES) concentra 18,4 milhões de galináceos e produziu 352,5 milhões de dúzias de ovos em 2025, contribuindo para o recorde nacional de 5,7 bilhões de dúzias produzidas.
- Toledo (PR) lidera a suinocultura brasileira com 935 mil suínos, cerca de 2,1% do rebanho nacional, reforçando o papel do Oeste do Paraná na cadeia produtiva do setor.
Em algumas cidades brasileiras, o número de animais supera com folga a quantidade de moradores. Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram como os rebanhos se concentram em diferentes regiões do país.
Entre os exemplos mais expressivos está São Félix do Xingu, no Pará. O município encerrou 2025 com cerca de 2,7 milhões de bovinos. Já a população estimada para 2026 é de pouco mais de 63 mil habitantes. Na prática, isso representa mais de 40 bovinos para cada morador.
Enquanto o rebanho de São Félix do Xingu chama atenção pelo volume, o cenário nacional mostra uma leve redução. Em 2025, o Brasil tinha 234,3 milhões de bovinos, queda de 1,7% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o país manteve um dos maiores rebanhos do mundo.
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Galináceos passam de 1,6 bilhão
A diferença fica ainda maior quando entram as aves na comparação. O Brasil contabilizou cerca de 1,6 bilhão de galináceos em 2025, número equivalente a várias vezes a população brasileira.
Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, aparece entre os municípios que mais se destacam nesse segmento. Além de concentrar um grande plantel de aves, a cidade registrou 352,5 milhões de dúzias de ovos produzidas em 2025. No país inteiro, a produção chegou a 5,7 bilhões de dúzias.
Toledo concentra quase 1 milhão de suínos
No caso dos suínos, Toledo, no Paraná, ocupa posição de destaque. O município encerrou 2025 com aproximadamente 935 mil animais, o equivalente a cerca de 2,1% do rebanho suíno brasileiro.
Na sequência aparecem Uberlândia, em Minas Gerais, com cerca de 588 mil suínos, e Concórdia, em Santa Catarina, com aproximadamente 519,4 mil. Assim, poucos municípios concentram uma parcela relevante da produção nacional.
Casa Nova lidera entre caprinos e ovinos
A concentração também aparece com força na criação de pequenos ruminantes. Em 2025, o Brasil tinha aproximadamente 13,5 milhões de caprinos e 22,3 milhões de ovinos.
No caso dos caprinos, o Nordeste concentrava 96,6% do rebanho nacional. Entre os ovinos, a região reunia 75,8%. Por isso, municípios nordestinos dominam as primeiras posições dos dois rankings.
Casa Nova, na Bahia, liderou tanto o rebanho de caprinos quanto o de ovinos. Entre os municípios com grandes criações de caprinos também aparecem Juazeiro, Floresta, Curaçá e Petrolina. Já na ovinocultura, Juazeiro, Dormentes, Remanso e Afrânio estão entre os principais destaques.
Castro lidera produção de leite
Na produção de leite, o destaque muda de região e de indicador. Castro, no Paraná, liderou o ranking municipal em 2025, com 532,8 milhões de litros produzidos. Logo depois apareceu Carambeí, também no Paraná, com 306,8 milhões de litros.
Em todo o Brasil, a produção alcançou 36,7 bilhões de litros e bateu recorde. Ao mesmo tempo, o número de vacas ordenhadas caiu 2,7%. A produtividade, por outro lado, cresceu 5,6% e chegou a 2.498,7 litros por vaca ao ano.
Os números mostram, portanto, que a pecuária brasileira apresenta perfis muito diferentes entre os municípios. Em algumas localidades, a concentração de animais chama atenção pelo tamanho dos rebanhos; em outras, o destaque está na produtividade e no volume produzido.