Resumo da notícia
- Pescadores de Porto Seguro retiraram quase 500 peixes-leão em um mês, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para conter a invasão iniciada em junho de 2026 no Parque Marinho do Recife de Fora.
- A prefeitura lançou um plano para monitorar e capturar o peixe-leão, proibindo devolução ao mar e avaliando pagamento de R$ 10 por exemplar, visando prevenir acidentes e controlar a espécie invasora.
- O peixe-leão, sem predadores naturais no Atlântico, ameaça a biodiversidade, pesca e turismo locais, além de apresentar espinhos venenosos que causam dores e riscos à saúde, exigindo cuidado redobrado ao manuseá-lo.
Pescadores retiraram quase 500 peixes-leão do litoral de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, ao longo de aproximadamente um mês. A ação envolve a categoria e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).
O município confirmou o primeiro registro em junho de 2026, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. Segundo a prefeitura, a invasão ainda está no início, o que permite reforçar a localização e a retirada dos exemplares.
Plano define ações de controle
Porto Seguro publicou, em 13 de agosto, um plano para monitorar e capturar o peixe-leão, além de prevenir acidentes. Fora do parque, a prefeitura avalia pagar R$ 10 por exemplar, embora o valor não conste no Diário Oficial.
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Pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia (Lecomar/UFSB) vão analisar os animais capturados. O documento também proíbe devolvê-los vivos ao mar.
Espécie ameaça pesca e recifes
Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão se espalhou pelo oceano Atlântico. Segundo o ICMBio, a espécie não tem predadores naturais na região, o que facilita sua expansão.
Uma única fêmea pode produzir até 2 milhões de ovos por ano. Além disso, o animal consome peixes e invertebrados nativos, o que pode reduzir populações locais e desequilibrar os recifes.
Por consequência, a presença do peixe-leão pode afetar a biodiversidade, a atividade pesqueira e o turismo em Porto Seguro. A espécie também preocupa pescadores e pesquisadores porque compete com animais nativos por alimento e espaço.
Espinhos exigem cuidado
Um peixe-leão adulto pode apresentar até 18 espinhos venenosos. As perfurações podem causar dor intensa, náuseas e, em casos graves, convulsões.
Pescadores, mergulhadores e turistas não devem tocar no animal. Em caso de acidente, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.