Resumo da notícia
- Combinações de herbicidas aplicados em pré e pós-emergência controlaram mais de 82% da mamona na cultura do amendoim, segundo pesquisa da Embrapa e UniFAJ.
- O estudo avaliou também o manejo da mucuna-preta, que teve melhor controle com herbicidas de pré-emergência combinados a imazapic em pós-emergência.
- Resultados são relevantes para a produção paulista, que concentra 80% da produção nacional de amendoim, auxiliando decisões de manejo mais informadas no campo.
Uma pesquisa realizada em parceria com a Embrapa avaliou estratégias para controlar mamona e mucuna-preta na cultura do amendoim. No experimento, algumas combinações de herbicidas alcançaram mais de 82% de controle da mamona.
O estudo reuniu Luana de Oliveira, estudante de Engenharia Agronômica da UniFAJ, e os pesquisadores Augusto Guerreiro Fontoura Costa e Valdinei Sofiatti, da Embrapa.
Para chegar aos resultados, a equipe combinou herbicidas aplicados em pré-emergência, antes do surgimento das plantas daninhas, com produtos utilizados em pós-emergência, depois que as espécies já haviam aparecido.
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Controle das plantas daninhas
A equipe realizou o experimento em uma área experimental da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP). Além disso, os pesquisadores avaliaram o nível de controle aos 11, 25 e 39 dias após a aplicação dos tratamentos.
No caso da mamona, as melhores respostas ocorreram quando os pesquisadores associaram os herbicidas aplicados em pré-emergência ao imazapic ou à combinação de bentazon + imazamox em pós-emergência. Com algumas dessas estratégias, o controle ultrapassou 82%. Já no manejo da mucuna-preta, a equipe obteve o melhor resultado médio ao combinar os herbicidas de pré-emergência com imazapic em pós-emergência.
Assim, os resultados mostram diferenças na resposta das duas espécies aos tratamentos avaliados. Além de competir com o amendoim, mamona e mucuna-preta podem dificultar a colheita e interferir no produto final.
Por isso, o estudo amplia as informações disponíveis para o manejo dessas plantas daninhas. Entretanto, os resultados foram obtidos em condições experimentais e, portanto, não representam uma recomendação automática para todas as lavouras. Na prática, o produtor deve considerar as condições da área e seguir as recomendações técnicas e legais para a escolha de produtos e estratégias de aplicação.
Resultado interessa à produção paulista
O estudo também ganha relevância porque São Paulo respondeu por 80% da produção nacional de amendoim na safra 2025/26, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Dessa forma, ampliar o conhecimento sobre o controle de plantas daninhas pode ajudar produtores e profissionais do setor a tomar decisões de manejo com mais informação.
Segundo Luana, mamona e mucuna-preta apresentam dificuldade de controle na cultura e podem aumentar a competição com o amendoim. Além disso, a presença dessas espécies pode provocar perdas de produtividade e dificultar a colheita.
Os pesquisadores apresentaram os resultados em formato de pôster no XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas.
Pesquisa começou na graduação
Luana iniciou a iniciação científica no primeiro ano da graduação, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Desde então, ela participa de pesquisas sob orientação de Augusto Guerreiro Fontoura Costa.
Ao longo desse período, a estudante ampliou a experiência em pesquisa agrícola e passou a acompanhar diferentes etapas dos estudos. Além disso, a apresentação do trabalho no congresso permitiu o contato com outras pesquisas sobre o manejo de plantas daninhas.
A experiência também reforçou o interesse de Luana em continuar na pesquisa e buscar oportunidades profissionais relacionadas ao manejo de plantas daninhas.


