Resumo da notícia
- O transporte de petróleo no Estreito de Ormuz enfrenta bloqueio iraniano, levando navios a usar rota alternativa próxima a Omã, mais estreita e perigosa, com apoio aéreo dos EUA.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou conduzir missão secreta para garantir passagem de petroleiros, mantendo estabilidade dos preços do petróleo em torno de US$ 92 o barril.
- O Irã reforçou o bloqueio no Estreito de Ormuz, anunciando fechamento por tempo indeterminado e suspendendo autorizações de passagem, aumentando a tensão na região e a preocupação global.
O transporte global de petróleo segue enfrentando desafios no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo. Diante do bloqueio imposto pelo Irã, diversos navios petroleiros passaram a utilizar uma rota alternativa próxima ao litoral de Omã, considerada mais arriscada por especialistas do setor marítimo.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Financial Times, cerca de 15 embarcações utilizam diariamente esse trajeto, sendo a maioria composta por petroleiros. Além disso, duas fontes afirmaram que os navios contam com cobertura aérea das forças dos Estados Unidos durante a travessia.
Empresas ligadas ao transporte de petróleo e ao monitoramento do tráfego marítimo alertam para os riscos desse percurso. Segundo essas companhias, a passagem é extremamente estreita e oferece pouca margem para manobras.
Missão secreta dos EUA
Enquanto isso, na quarta-feira (10/6), o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que está conduzindo uma “missão secreta” para garantir a circulação de petroleiros na região. Segundo o republicano, aproximadamente 100 milhões de barris de petróleo já atravessaram a rota marítima e devem chegar aos mercados internacionais.
Além disso, Trump atribuiu a estabilidade dos preços internacionais do petróleo ao funcionamento desse corredor alternativo. Atualmente, o barril do Brent, principal referência global para o mercado, é negociado em torno de US$ 92. Antes do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o valor da commodity variava entre US$ 70 e US$ 72 por barril.

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Irã reforça bloqueio no Estreito de Ormuz
Por outro lado, o governo iraniano voltou a sustentar que mantém um bloqueio total no Estreito de Ormuz. O país havia criado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA) para supervisionar o tráfego marítimo na região, permitindo anteriormente a passagem controlada de algumas embarcações em coordenação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
Entretanto, nesta quinta-feira (11), a agência Fars divulgou um comunicado oficial da PSGA informando que o estreito permanecerá fechado por tempo indeterminado. Dessa forma, embarcações que já haviam recebido autorização para cruzar a região deverão aguardar novas orientações das autoridades iranianas.
No comunicado, a autoridade afirmou:
“Em razão das tensões criadas pelas forças agressoras dos Estados Unidos na região e do comunicado emitido pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso. Os solicitantes que receberam autorização de passagem devem aguardar e seguir as orientações futuras da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA).”
O cenário mantém elevada a atenção dos mercados de energia, da logística marítima internacional e das cadeias produtivas dependentes do abastecimento de petróleo, fator que pode influenciar custos de transporte, combustíveis e insumos em diversos setores da economia mundial.









