Resumo da notícia
- As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde nos cinco primeiros meses de 2026, com 1,36 milhão de toneladas e receita de R$ 40,2 bilhões, superando os resultados de 2024 e 2025.
- O aumento das vendas foi impulsionado pela valorização do dólar e pelo preço médio de R$ 29,5 mil por tonelada, favorecendo o desempenho do setor no mercado internacional.
- Maio registrou o maior faturamento do ano, com R$ 9,04 bilhões em exportações, crescimento de 28,08% em relação a maio de 2025, reforçando a importância do mercado externo para a pecuária brasileira.
As exportações brasileiras de carne bovina registraram recorde nos cinco primeiros meses de 2026. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram o melhor resultado da série histórica iniciada em 1997.
Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína. O volume supera em 14,4% o registrado no mesmo período de 2025. Além disso, o resultado fica 26,6% acima do observado nos cinco primeiros meses de 2024. A receita também atingiu nível recorde no período. As vendas externas somaram R$ 40,207 bilhões até maio. O valor representa avanço de 20,24% em comparação aos R$ 33,44 bilhões registrados um ano antes.
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Segundo pesquisadores do Cepea, o dólar valorizado e o aumento do preço por tonelada favoreceram o desempenho. Na média, a carne bovina exportada foi negociada a R$ 29,5 mil por tonelada.
Maio registra maior faturamento do ano
Somente em maio, o Brasil exportou 290,453 mil toneladas de carne bovina. O volume cresceu 2,5% frente a abril e avançou 17,2% na comparação com maio de 2025. O preço médio alcançou R$ 31.135,21 por tonelada no mês. Com isso, o faturamento chegou a R$ 9,04 bilhões.
O resultado ficou 5,35% acima do registrado em abril. Além disso, superou em 28,08% o faturamento obtido em maio do ano passado.
Mercado internacional fortalece pecuária brasileira
O forte avanço das exportações reforça a importância do mercado internacional para a pecuária brasileira. Os pesquisadores do Cepea destacam que os preços historicamente elevados da proteína sustentam o crescimento dos embarques e da receita.
Além disso, o cenário ganha relevância durante a transição entre safra e entressafra. Nesse período, a oferta de animais prontos para abate aumenta ligeiramente.
Ao mesmo tempo, o consumo doméstico segue enfraquecido. As proteínas concorrentes também ampliam a competitividade no mercado interno. Diante desse contexto, as exportações continuam como um dos principais sustentáculos da cadeia da carne bovina no Brasil.









