Resumo da notícia
- A produção brasileira de grãos na safra 2025/2026 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, com crescimento de 2,2% impulsionado pela expansão da área cultivada, enquanto a produtividade se mantém estável.
- Soja bate recorde com 180,6 milhões de toneladas, alta de 5,3%, enquanto arroz e trigo apresentam quedas significativas, de 13,1% e 23,5% respectivamente, devido à redução de área e produtividade.
- Milho mantém volume elevado com 141,7 milhões de toneladas, apesar de desafios climáticos em algumas regiões; estoque de milho projetado em 14,5 milhões de toneladas até janeiro de 2027.
A produção brasileira de grãos na safra 2025/2026 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, segundo o 10º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (14). Se confirmada, a projeção representa um crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior, com acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.
O avanço é impulsionado, principalmente, pela expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional deve permanecer estável, projetada em 4.311 quilos por hectare.
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Milho mantém volume elevado na safra 2025/26
A produção total de milho está estimada em 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4% na comparação anual. A primeira safra, praticamente concluída, deve alcançar 29,6 milhões de toneladas.

Na segunda safra, a colheita atinge 38,9% da área, índice abaixo da média dos últimos cinco anos. Mato Grosso registra bom desempenho, favorecido por condições climáticas positivas. Por outro lado, estados como Goiás, Minas Gerais e Piauí enfrentaram veranicos entre abril e maio, impactando o potencial produtivo. A expectativa é de uma colheita de 109,43 milhões de toneladas nessa etapa.
Já a terceira safra deve somar 2,7 milhões de toneladas, com impacto das baixas chuvas, especialmente em Sergipe e Alagoas.
Soja bate recorde e arroz recua
A soja alcançou produção recorde de 180,6 milhões de toneladas, alta de 5,3% frente à safra anterior. O resultado reflete o aumento de 2,7% na área plantada, aliado ao uso de tecnologia e condições climáticas favoráveis.

Em contrapartida, o arroz registrou queda de 13,1%, com produção de 11,1 milhões de toneladas, impactado pela redução da área cultivada. O feijão também apresentou retração de 1,4%, com estimativa de 3 milhões de toneladas. Ainda assim, a Conab destaca que o abastecimento interno permanece garantido.
Algodão ganha produtividade mesmo com menor área
A produção de algodão em pluma está estimada em 4,06 milhões de toneladas. Apesar da redução de 3,2% na área plantada, o desempenho das lavouras foi favorecido pelo clima, resultando em aumento de 2,8% na produtividade média.
Atualmente, 8,1% da área foi colhida, enquanto 78,4% das lavouras estão em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs.
Trigo deve ter forte queda na produção
O trigo, principal cultura de inverno, apresenta expectativa de retração significativa. A produção está estimada em 6 milhões de toneladas, queda de 23,5% em relação ao ciclo anterior.

O recuo é explicado tanto pela redução da área plantada quanto pela perspectiva de menor produtividade nas lavouras.
Mercado e estoques
A Conab revisou as projeções de estoque de milho para a safra 2025/26. Com a nova estimativa de produção, o estoque de passagem deve atingir cerca de 14,5 milhões de toneladas até 31 de janeiro de 2027.
No algodão, a exportação pode chegar a 3,38 milhões de toneladas, com estoque final estimado em 2,67 milhões de toneladas.
A Conab ajustou o estoque final de soja para 8,8 milhões de toneladas diante do aumento no processamento e nas exportações, que devem alcançar 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas, respectivamente.








