Resumo da notícia
- As cotações internas da soja caíram devido à desvalorização do dólar frente ao real e à expectativa de safra recorde, que aumentou a cautela dos compradores e pressionou os prêmios de exportação.
- Os preços do milho seguem em queda por conta da maior oferta no início do ano, clima favorável, avanço da colheita e menor demanda interna, o que leva compradores a priorizar estoques antigos.
- A colheita da soja avança rapidamente, com 3,2% da área colhida até 17 de janeiro, acelerando mais que no ano passado, enquanto produtores iniciam a semeadura da segunda safra no Sul e Centro-Oeste.
As cotações internas da soja caíram na última semana, segundo levantamento do Cepea. A queda do dólar frente ao real reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Além disso, a expectativa de safra recorde no Brasil aumentou a cautela dos compradores.
Com isso, agentes postergaram novas aquisições à espera do avanço da colheita. Esse movimento pressionou os prêmios de exportação e reforçou a desvalorização da oleaginosa. Dados da Conab mostram que 3,2% da área nacional estava colhida até 17 de janeiro. O percentual superou os 1,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Milho
Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a maior oferta no início do ano pressiona as cotações. O clima favorável e o avanço da colheita da safra de verão ampliam a disponibilidade do cereal. Além disso, a menor demanda interna contribui para o recuo dos valores.
Compradores priorizam o consumo de lotes adquiridos anteriormente, conforme o Cepea. Parte dos agentes mantém estoques e aposta em maior oferta com a colheita da soja. Nesse cenário, vendedores devem liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa. No campo, a colheita avança no Sul e no Sudeste do País. Paralelamente, produtores iniciaram a semeadura da segunda safra no Sul e no Centro-Oeste.