Resumo da notícia
- Preços do feijão caíram na última semana devido à retração dos compradores, mas a média parcial de março ainda mantém alta de 8,72% para o feijão carioca em comparação a fevereiro.
- Produtores ampliaram oferta de feijão preto, pressionando preços, que subiram 1,1% em março frente a fevereiro, com valorização menor que o carioca.
- Apesar da queda recente, o feijão carioca acumula alta de 11,5% no consumidor em 12 meses, enquanto o feijão preto caiu 22,78%, refletindo repasse parcial dos preços do campo.
Os preços do feijão caíram na semana passada em quase todas as regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os pesquisadores atribuem o movimento principalmente à retração dos compradores no mercado.
No caso do feijão carioca nota 9 ou superior, os valores recuaram na semana. Mesmo assim, a média parcial de março, até o dia 12, ainda supera fevereiro. Segundo o levantamento, o preço médio do feijão carioca registra alta de 8,72% na comparação mensal.
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No mercado de feijão preto, produtores ampliaram as intenções de venda. Os lotes comerciais da primeira safra aumentaram a oferta e pressionaram as cotações em diversas regiões. Ainda assim, o preço médio do feijão preto em março permanece acima do registrado em fevereiro. Nesse caso, a valorização é menor e atinge 1,1%.
Reflexo para o consumidor
Os pesquisadores do Cepea afirmam que as oscilações rápidas já chegaram ao consumidor. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram alta expressiva do feijão carioca em fevereiro. O produto subiu 11,73% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Nos últimos 12 meses, o feijão carioca acumula avanço de 11,5% ao consumidor.
Já o feijão preto registrou alta de 2,84% em fevereiro. Apesar disso, o produto ainda acumula queda de 22,78% no período de 12 meses.
Campo
No campo, o feijão carioca apresenta valorização muito maior. Os preços subiram entre 42,2% e 55,7%, conforme a qualidade do produto. Os dados consideram grãos com notas 9 ou superiores e lotes classificados entre 8,0 e 8,5. As informações foram divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Já o feijão preto registra aumento de apenas 1% no campo em 12 meses. Segundo os pesquisadores, os números indicam repasse parcial da valorização agrícola ao consumidor final.