Resumo da notícia
- Os preços do etanol hidratado caíram no início de maio, com liquidez reduzida e volume limitado, devido à menor participação de alguns compradores e necessidade de usinas liberarem espaço nos tanques.
- Distribuidoras aumentaram demanda em estados-chave, mas a maior liquidez pressionou os preços do etanol em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mantendo a tendência negativa do mercado.
- No mercado do açúcar cristal, a oferta elevada e a demanda limitada causam queda nos preços, com negociações lentas e usinas insistindo em vendas mesmo com valores pouco atrativos, caracterizando um cenário "frio".
Os preços do etanol hidratado iniciaram maio em queda no mercado brasileiro. A liquidez também perdeu força nas negociações.
Segundo pesquisadores do Cepea, alguns compradores reduziram a participação nas negociações. Assim, o volume comercializado permaneceu limitado.
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Por outro lado, vendedores mantiveram posições firmes durante boa parte das negociações. Mesmo assim, algumas usinas reduziram preços. Essas unidades precisaram liberar espaço nos tanques ou reforçar o caixa no curto prazo. Com isso, fecharam vendas abaixo dos valores desejados.
Outros vendedores tentaram reajustes positivos e conseguiram avanços pontuais no mercado. Ainda assim, a tendência predominante continuou negativa.
As distribuidoras ampliaram a demanda em estados importantes do setor sucroenergético. São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram maior volume negociado. Apesar disso, os preços do etanol recuaram nesses estados devido ao aumento da liquidez. O cenário manteve pressão sobre as cotações.
Açúcar
No mercado do açúcar cristal, os preços também seguiram em baixa no mercado spot paulista. A oferta crescente ampliou a pressão sobre os valores.
Segundo o Cepea, o mercado enfrenta desequilíbrio entre oferta elevada e demanda limitada. Por isso, as negociações avançam lentamente.
As usinas intensificaram as tentativas de venda, mesmo diante de preços pouco atrativos. Porém, compradores seguem cautelosos nas aquisições.
Traders classificam o mercado como “frio”, devido ao baixo volume negociado atualmente. Além disso, o avanço da safra 2026/27 aumentou a oferta disponível.
Com demanda retraída e maior disponibilidade de produto, as cotações internas do açúcar continuam pressionadas no Brasil.