Estado produziu 7 mil toneladas de atemoia em 2025, enquanto safra de fruta-do-conde caiu para 1,8 mil toneladas
Atemoia em pomar no estado de São Paulo, que produziu 7 mil toneladas da fruta em 2025.
Foto: Divulgação

A produção de atemoia ganhou espaço em São Paulo nos últimos anos e chegou a 7 mil toneladas em 2025. Enquanto a cultura amplia o número de plantas em produção e recebe novos plantios, a fruta-do-conde percorre o caminho contrário e encerrou o ano com uma safra de 1,8 mil toneladas.

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O levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, analisou a evolução das duas culturas entre 2021 e 2025.

Os dados mostram ainda uma forte concentração regional. Sorocaba e Itapeva produziram juntas 4,2 mil toneladas de atemoia em 2025, equivalentes a 59,8% de toda a produção paulista.

Atemoia ganha novos pomares em São Paulo

O número de plantas novas de atemoia cresceu 12,9% no estado entre 2021 e 2025. Campinas apresentou a maior taxa de crescimento no período, com avanço de 157,2%.

Em números absolutos, porém, Itapeva liderou os novos plantios. A região registrou 19 mil pés novos em 2025 e concentrou 61,5% do total paulista.

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O número de plantas em produção também avançou. O crescimento chegou a 7,8% no período analisado pelo IEA.

Sorocaba ocupou a primeira posição em 2025, com 63,7 mil pés produtivos, equivalentes a 32,1% do total estadual. Itapeva apareceu em seguida, com 40,6 mil plantas, ou 20,5%. Campinas contabilizou outros 39,2 mil pés e respondeu por 19,8%.

As três regiões concentraram mais de 70% das plantas produtivas de atemoia no estado.

O avanço, porém, não ocorre em todo o território paulista. São José dos Campos, Marília e Ribeirão Preto não registraram reposição de pés no período mais recente analisado pelo instituto.

A situação de São José dos Campos chama atenção porque a região ainda respondeu por 10,4% da produção paulista de atemoia em 2025.

Fruta-do-conde perde produção

A fruta-do-conde apresentou trajetória diferente.

São Paulo produziu 1,8 mil toneladas em 2025, abaixo das 3,2 mil toneladas registradas em 2022 e das 3,1 mil toneladas de 2023.

Foto: Marcos Luiz Leal Maia/Embrapa

Entre 2021 e 2025, o número de plantas em produção registrou queda de 2,4%. A produção também apresentou taxa negativa de 7% no período analisado.

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Apesar da retração, novos plantios indicam renovação de parte dos pomares. São Paulo contabilizou 13,7 mil pés novos em 2025.

Itapeva concentrou 65,5% dessas plantas, enquanto Campinas respondeu por outros 24%.

Itapeva também liderou a produção paulista de fruta-do-conde em 2025, com 306 toneladas.

Ao todo, São Paulo possuía 61,4 mil pés produtivos da fruta. Sorocaba, Campinas, São José do Rio Preto, São Paulo e Itapeva concentravam 74,6% dessas plantas.

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Atemoia e fruta-do-conde não são a mesma fruta

Apesar da aparência semelhante, atemoia e fruta-do-conde são frutas diferentes.

A fruta-do-conde (Annona squamosa), também chamada de pinha ou ata em diferentes regiões brasileiras, pertence à família das anonáceas.

A atemoia é um híbrido obtido pelo cruzamento da fruta-do-conde com a cherimoia (Annona cherimola).

Segundo o IEA, as regiões paulistas produtoras de atemoia apresentam condições climáticas mais amenas e contam com a proximidade de grandes centros consumidores, além de acesso à malha rodoviária e aeroportos.

Foto: Marta Costa/Agência Agro em Campo

Essa estrutura favorece a comercialização da fruta e cria condições para o acesso ao mercado externo.

Já a fruta-do-conde segue destinada majoritariamente ao mercado brasileiro. A colheita exige cuidado porque o fruto apresenta elevada perecibilidade e pode sofrer danos durante o manuseio e o transporte.

Para o IEA, as duas culturas têm importância econômica e social nas regiões produtoras, principalmente pela geração de renda, ocupação de mão de obra e diversificação da fruticultura paulista.