Resumo da notícia
- A produção de atemoia em São Paulo cresceu e atingiu 7 mil toneladas em 2025, com destaque para Sorocaba e Itapeva, que juntas responderam por quase 60% da produção estadual.
- Enquanto a atemoia expande plantios e áreas produtivas, a fruta-do-conde teve queda na safra, que caiu para 1,8 mil toneladas em 2025, com redução de 7% na produção e 2,4% no número de plantas.
- Itapeva lidera os novos plantios e a produção tanto da atemoia quanto da fruta-do-conde, concentrando mais de 60% dos pés novos de ambas as culturas em São Paulo.
A produção de atemoia ganhou espaço em São Paulo nos últimos anos e chegou a 7 mil toneladas em 2025. Enquanto a cultura amplia o número de plantas em produção e recebe novos plantios, a fruta-do-conde percorre o caminho contrário e encerrou o ano com uma safra de 1,8 mil toneladas.
O levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, analisou a evolução das duas culturas entre 2021 e 2025.
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Os dados mostram ainda uma forte concentração regional. Sorocaba e Itapeva produziram juntas 4,2 mil toneladas de atemoia em 2025, equivalentes a 59,8% de toda a produção paulista.
Atemoia ganha novos pomares em São Paulo
O número de plantas novas de atemoia cresceu 12,9% no estado entre 2021 e 2025. Campinas apresentou a maior taxa de crescimento no período, com avanço de 157,2%.
Em números absolutos, porém, Itapeva liderou os novos plantios. A região registrou 19 mil pés novos em 2025 e concentrou 61,5% do total paulista.
O número de plantas em produção também avançou. O crescimento chegou a 7,8% no período analisado pelo IEA.
Sorocaba ocupou a primeira posição em 2025, com 63,7 mil pés produtivos, equivalentes a 32,1% do total estadual. Itapeva apareceu em seguida, com 40,6 mil plantas, ou 20,5%. Campinas contabilizou outros 39,2 mil pés e respondeu por 19,8%.
As três regiões concentraram mais de 70% das plantas produtivas de atemoia no estado.
O avanço, porém, não ocorre em todo o território paulista. São José dos Campos, Marília e Ribeirão Preto não registraram reposição de pés no período mais recente analisado pelo instituto.
A situação de São José dos Campos chama atenção porque a região ainda respondeu por 10,4% da produção paulista de atemoia em 2025.
Fruta-do-conde perde produção
A fruta-do-conde apresentou trajetória diferente.
São Paulo produziu 1,8 mil toneladas em 2025, abaixo das 3,2 mil toneladas registradas em 2022 e das 3,1 mil toneladas de 2023.

Entre 2021 e 2025, o número de plantas em produção registrou queda de 2,4%. A produção também apresentou taxa negativa de 7% no período analisado.
Apesar da retração, novos plantios indicam renovação de parte dos pomares. São Paulo contabilizou 13,7 mil pés novos em 2025.
Itapeva concentrou 65,5% dessas plantas, enquanto Campinas respondeu por outros 24%.
Itapeva também liderou a produção paulista de fruta-do-conde em 2025, com 306 toneladas.
Ao todo, São Paulo possuía 61,4 mil pés produtivos da fruta. Sorocaba, Campinas, São José do Rio Preto, São Paulo e Itapeva concentravam 74,6% dessas plantas.
Atemoia e fruta-do-conde não são a mesma fruta
Apesar da aparência semelhante, atemoia e fruta-do-conde são frutas diferentes.
A fruta-do-conde (Annona squamosa), também chamada de pinha ou ata em diferentes regiões brasileiras, pertence à família das anonáceas.
A atemoia é um híbrido obtido pelo cruzamento da fruta-do-conde com a cherimoia (Annona cherimola).
Segundo o IEA, as regiões paulistas produtoras de atemoia apresentam condições climáticas mais amenas e contam com a proximidade de grandes centros consumidores, além de acesso à malha rodoviária e aeroportos.

Essa estrutura favorece a comercialização da fruta e cria condições para o acesso ao mercado externo.
Já a fruta-do-conde segue destinada majoritariamente ao mercado brasileiro. A colheita exige cuidado porque o fruto apresenta elevada perecibilidade e pode sofrer danos durante o manuseio e o transporte.
Para o IEA, as duas culturas têm importância econômica e social nas regiões produtoras, principalmente pela geração de renda, ocupação de mão de obra e diversificação da fruticultura paulista.


