Excesso de umidade e baixas temperaturas prejudicam a formação dos frutos, enquanto condições favoráveis aumentam a oferta e melhoram a qualidade em outras áreas do RS
morango
Foto: Divulgação - Embrapa/Francisco Lima

As condições climáticas afetam de maneiras diferentes a produção de morango no RS. Em Caxias do Sul, o excesso de umidade e as baixas temperaturas dificultam a formação dos frutos. Já em Pelotas, maior insolação e menor umidade relativa do ar favorecem o desenvolvimento das plantas e ajudam a ampliar a oferta.

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Na região administrativa de Caxias do Sul, os morangueiros apresentam intensa emissão de flores. Porém, o frio e a umidade elevada provocam alta taxa de abortamento floral, reduzindo o potencial de formação dos frutos.

Além disso, a menor atividade dos polinizadores contribui para o problema. Como consequência, aumenta a ocorrência de frutos deformados, comprometendo a qualidade da produção e o aproveitamento comercial.

Umidade mantém pressão de doenças

A umidade também favorece a ocorrência de doenças na cultura. Embora o oídio tenha apresentado redução de severidade no período analisado, a podridão dos frutos ainda ocorre em diferentes áreas.

Por isso, os produtores mantêm a limpeza dos ambientes de cultivo para reduzir a proliferação de doenças fúngicas. O manejo ganha importância em períodos de maior umidade, quando as condições ambientais podem favorecer esses problemas.

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Nesse cenário, o volume colhido em Caxias do Sul não aumentou no período analisado. A menor disponibilidade, associada à qualidade dos frutos, influencia o comportamento da comercialização.

Para Ceasas, intermediários e mercados, o quilo do morango é comercializado entre R$ 20 e R$ 35. Na venda direta ao consumidor, os valores ficam entre R$ 30 e R$ 45 por quilo. Já o produto destinado ao congelamento varia de R$ 12 a R$ 15/kg.

Pelotas registra aumento da oferta

Na região administrativa de Pelotas, o cenário é diferente. As condições ambientais favoreceram o desenvolvimento vegetativo e produtivo das plantas durante o período analisado.

A maior insolação e a redução da umidade relativa do ar também contribuíram para diminuir a incidência de doenças. Com isso, a região registrou aumento da oferta e melhora na qualidade dos frutos.

Os preços variam de R$ 24 a R$ 50 por quilo, conforme a qualidade do produto. Já o morango para congelamento apresenta preço médio de R$ 12/kg.

Clima muda cenário entre regiões

A diferença entre Caxias do Sul e Pelotas mostra como as condições ambientais podem interferir em diferentes etapas da produção. Na fase de floração, o frio e a menor atividade dos polinizadores podem prejudicar a formação dos frutos. Ao mesmo tempo, a umidade influencia a ocorrência de doenças e a qualidade da produção.

Esses efeitos também chegam à comercialização. Quando a oferta e a qualidade variam entre as regiões, os produtores encontram diferentes condições de mercado para a fruta destinada ao consumo fresco ou ao processamento.

Assim, o clima estabelece cenários diferentes para a cultura no Estado. Em Caxias do Sul, frio, umidade e menor atividade dos polinizadores limitam a formação e a qualidade dos frutos. Em Pelotas, por outro lado, as condições mais favoráveis ajudam a sustentar a oferta e a qualidade da produção.

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Os dados da Emater/RS-Ascar mostram, portanto, como as condições ambientais podem alterar o desempenho da cultura entre regiões no mesmo período, com reflexos na produção, na qualidade e na comercialização do morango.