País alcança 36,7 bilhões de litros em 2025, enquanto a Paraíba chega a 358,4 milhões e a produtividade por vaca atinge recorde
leite vaca
Foto: Divulgação.

O Brasil produziu 36,7 bilhões de litros em 2025, novo recorde da série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume cresceu 2,7% em relação ao ano anterior.

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O resultado reforça a importância da produtividade para a pecuária leiteira brasileira. Mesmo com um plantel menor, os produtores conseguiram elevar o volume médio obtido por animal, movimento que ajudou a sustentar o crescimento nacional em 2025.

Ao mesmo tempo, o número de vacas ordenhadas caiu 2,7%, para 14,7 milhões de animais. Ainda assim, a produtividade média avançou 5,6% e chegou a 2.498,7 litros por vaca ao ano, o maior nível já registrado pelo IBGE.

Sul lidera produção de leite no país

O Sul manteve a liderança nacional, com cerca de 12,5 bilhões de litros em 2025. Na sequência, o Sudeste produziu aproximadamente 12,3 bilhões de litros.

Já o Nordeste alcançou 6,6 bilhões de litros, o equivalente a cerca de 18% da produção brasileira. Com esse resultado, a região permaneceu na terceira posição entre as grandes regiões produtoras.

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Entre os estados, Minas Gerais continuou na liderança, com 10,1 bilhões de litros. Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás apareceram na sequência entre os maiores produtores.

Além do volume, a diferença de produtividade por animal chama atenção. Enquanto a média brasileira ficou em 2.498,7 litros por vaca, o Sul alcançou aproximadamente 4,3 mil litros por animal.

Paraíba chega a 358,4 milhões de litros

Na Paraíba, a produção de leite alcançou 358,4 milhões de litros em 2025, acima dos 341,8 milhões registrados em 2024.

O resultado mantém a trajetória de crescimento da atividade no estado. Desde 2006, quando a produção somava 154,7 milhões de litros, o volume mais que dobrou.

Esse avanço ocorre dentro de um cenário de expansão da cadeia leiteira nordestina. Ainda assim, a produtividade média da região permanece abaixo da média nacional, o que mostra diferenças entre os sistemas de produção adotados no país.

Recorde ocorre com preço médio menor

O aumento do volume veio acompanhado de uma queda no preço médio do leite pago ao produtor. Em 2025, o valor ficou em R$ 2,56 por litro, contra R$ 2,61 no ano anterior.

Na Paraíba, porém, o movimento foi diferente. O preço médio passou de R$ 2,21 para R$ 2,33 por litro no mesmo período.

Por isso, o avanço da produtividade ganha importância para a atividade. Produzir mais por animal pode ajudar o produtor a diluir custos, embora o resultado financeiro também dependa de fatores como alimentação, mão de obra, energia, sanidade e comercialização.

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Captação sob inspeção supera 75%

Outro indicador do IBGE mostra que os estabelecimentos sob inspeção sanitária adquiriram cerca de 75,2% do leite nacional em 2025, o equivalente a aproximadamente 27,6 bilhões de litros.

Esse número, porém, não representa toda a produção contabilizada pela PPM. A pesquisa municipal mede o leite produzido nos municípios, enquanto a Pesquisa Trimestral do Leite acompanha o volume adquirido e industrializado por estabelecimentos sob inspeção.

Assim, as duas estatísticas ajudam a observar momentos diferentes da cadeia e não devem ser tratadas como números equivalentes.

Produtividade sustenta novo recorde

O resultado de 2025 mostra que o Brasil conseguiu aumentar a produção mesmo com um rebanho menor de vacas ordenhadas.

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Na prática, o país passou a produzir mais litros por animal. Esse ganho de eficiência ajudou a elevar o volume total e levou o indicador ao maior nível da série histórica do IBGE.

Para o produtor, entretanto, o recorde de produção não significa automaticamente maior margem. O resultado da atividade continua ligado à relação entre produtividade, custos de produção e preço recebido pelo leite.

Por isso, os números de 2025 mostram a capacidade de expansão da atividade leiteira e, ao mesmo tempo, a importância de acompanhar de perto os custos e a remuneração obtida nas propriedades.