Programa reúne medidas para crédito e seguro rural, agricultura familiar, pesquisa, adaptação climática e abertura de mercados
Programa de Lula para a agropecuária reúne propostas para crédito, seguro rural, agricultura familiar, pesquisa e abertura de mercados
Foto: Ricardo Stuckert - PR

O programa de governo de Lula (PT) coloca crédito, seguro rural, agricultura familiar e pesquisa entre os principais eixos para a agropecuária. O documento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também incorpora temas que ganharam espaço nos últimos anos, como adaptação climática, conectividade e inteligência artificial.

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O Plano Safra aparece como um dos instrumentos dessa estratégia. A proposta prevê ampliar os recursos destinados ao setor e financiar máquinas, equipamentos, irrigação e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.

Além do crédito tradicional, o programa abre espaço para outras fontes de financiamento. Mercado de capitais e títulos ligados ao agronegócio são citados como alternativas para atrair recursos privados. O documento, no entanto, não apresenta nessa frente um valor total para essa expansão.

Já o seguro rural aparece ligado à proteção da renda do produtor. A proposta prevê ampliar a cobertura e discutir mecanismos para enfrentar perdas de maior escala provocadas por quebras severas de safra.

Agricultura familiar mantém espaço no programa

Na agricultura familiar, o plano prevê ampliar o Plano Safra destinado ao segmento, fortalecer o Garantia-Safra e manter políticas públicas de aquisição de alimentos.

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Além disso, o documento inclui assistência técnica, mecanização e condições de financiamento voltadas a jovens, mulheres, cooperativas e associações.

O programa, portanto, mantém instrumentos específicos para diferentes perfis de produtores. Enquanto parte das medidas trata de financiamento, tecnologia e competitividade, outra parcela se concentra no pequeno produtor e na produção de alimentos.

Clima ganha peso na política agrícola

A adaptação da produção às mudanças do clima também ocupa espaço no programa. Entre as medidas apresentadas estão expansão da irrigação, conservação do solo, agricultura de precisão e modernização do monitoramento meteorológico.

Nesse mesmo eixo, o documento cita sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e práticas voltadas à conservação de água e solo.

A pesquisa agropecuária completa essa frente. O programa prevê fortalecer a Embrapa e ampliar investimentos em biotecnologia, edição genômica e desenvolvimento de cultivares resistentes a secas e pragas.

Ao mesmo tempo, conectividade e inteligência artificial aparecem associadas à modernização das propriedades. Para a pecuária, as propostas incluem recuperação de pastagens degradadas, melhoramento genético, nutrição de precisão e rastreabilidade.

Exportações entram em outra frente

No comércio exterior, a proposta é reforçar a atuação dos adidos agrícolas, ampliar missões comerciais e buscar novos mercados para os produtos brasileiros.

O programa também menciona o aumento do valor agregado das exportações. Assim, além de ampliar destinos, a estratégia inclui elevar a participação de produtos processados nas vendas externas.

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Ao reunir essas medidas, o programa mostra uma política para o agro dividida em várias frentes. Crédito e seguro permanecem como instrumentos centrais, mas clima, pesquisa, tecnologia e abertura de mercados passam a ocupar uma parcela relevante das propostas.

O ponto que ficará para uma eventual execução é justamente a passagem dessas diretrizes para políticas concretas, com orçamento, prazos e alcance definidos.

Esta análise integra o especial “Eleições 2026 — O futuro do agro” e utiliza como fonte primária o programa de governo registrado pela candidatura no TSE. Propostas e metas atribuídas a Lula têm como origem esse documento.