Nova legislação em Minas Gerais cria política específica para o setor e estabelece diretrizes para produtores de peixes e outras espécies aquáticas
tilapia
Foto: Comunicação Sistema FAEP

A aquicultura passou a ser reconhecida oficialmente como atividade agropecuária em Minas Gerais. A mudança veio com a criação de uma política estadual específica para o setor, que estabelece diretrizes para a produção e amplia a segurança jurídica da cadeia aquícola.

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Além disso, a nova legislação cria uma base para ações públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade. Entre as medidas previstas estão iniciativas relacionadas à assistência técnica, pesquisa, capacitação e estímulo à produção.

Lei estabelece regras para a aquicultura

A legislação institui a Política Estadual de Aquicultura e reúne diferentes modalidades de criação e produção de organismos aquáticos.

Nesse contexto, o texto contempla atividades como piscicultura, carcinicultura, ranicultura, malacocultura e algicultura. Da mesma forma, a norma inclui a criação de quelônios e crocodilianos.

Com uma política própria, o estado passa a contar com diretrizes específicas para orientar ações destinadas ao setor. Dessa maneira, a proposta considera aspectos produtivos, econômicos, ambientais e sociais relacionados à atividade.

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Produção de peixes tem peso no estado

A mudança ocorre em um mercado que já apresenta participação relevante na produção rural mineira. Segundo dados divulgados pelo governo estadual, Minas Gerais produziu cerca de 60,7 mil toneladas de peixes em 2024.

Nesse cenário, a tilápia concentra a maior parte desse volume. A espécie representa aproximadamente 96% da produção de peixes do estado. Por isso, ela tem papel central na cadeia aquícola mineira.

Além da produção destinada ao consumo, Minas também ocupa posição de destaque no mercado de peixes ornamentais. Assim, a atividade reúne diferentes segmentos e atende a mercados com características distintas.

Reconhecimento fortalece marco regulatório

Ao reconhecer a aquicultura como atividade agropecuária, a nova legislação cria uma base específica para a formulação de políticas públicas estaduais.

Na prática, a medida pode favorecer programas voltados à assistência técnica, qualificação dos produtores, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Além disso, o marco permite considerar as particularidades da produção aquícola nas políticas destinadas ao setor rural.

Por outro lado, o reconhecimento não elimina as exigências ambientais e sanitárias aplicáveis à atividade. Portanto, os produtores continuam sujeitos às regras de licenciamento, controle sanitário e demais obrigações previstas na legislação.

Setor ainda depende de outros fatores

Embora o novo marco estabeleça uma referência legal para a atividade, o crescimento da aquicultura depende de uma série de fatores. Nesse sentido, crédito, infraestrutura, assistência técnica, tecnologia, regularização e acesso ao mercado continuam importantes para os produtores.

Ao mesmo tempo, a nova política estadual funciona como um instrumento para organizar as ações destinadas ao setor e acompanhar suas necessidades específicas.

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Para Minas Gerais, a medida ocorre em uma cadeia que já apresenta produção expressiva e diversificação. Por isso, o reconhecimento formal representa uma nova etapa na consolidação da aquicultura dentro da atividade agropecuária estadual.