Cotação do boi gordo não muda em 23 das 33 praças monitoradas, enquanto vaca gorda e novilha têm valorização em São Paulo
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Foto: Reprodução/CNA Brasil

O mercado do boi gordo manteve estabilidade na maior parte do Brasil na quarta-feira (14). Segundo levantamento da Scot Consultoria, 23 das 33 praças pecuárias monitoradas não registraram mudanças nas cotações em relação ao dia anterior.

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O comportamento dos preços influencia as decisões de compra dos frigoríficos e de venda dos pecuaristas. Nesse cenário, acompanhar as diferenças regionais e os valores das categorias negociadas ajuda a compreender a dinâmica do mercado pecuário.

Apesar da estabilidade predominante, dez praças registraram altas: Belo Horizonte e sul de Minas Gerais, Goiânia (GO), Dourados (MS), sudeste de Mato Grosso, noroeste do Paraná, Alagoas, Marabá, Redenção e Paragominas, no Pará.

Arroba do boi gordo fica em R$ 380 em São Paulo

Em Araçatuba e Barretos, referências para o mercado pecuário paulista, o preço do boi gordo permaneceu em R$ 380 por arroba para pagamento em 30 dias. A cotação do boi China, categoria que atende a requisitos específicos de exportação, também não apresentou alteração.

Entre as fêmeas, porém, os preços avançaram. A arroba da vaca gorda subiu R$ 3, para R$ 348, enquanto a novilha gorda teve alta de R$ 5, chegando a R$ 365. Os valores correspondem às referências para pagamento em 30 dias em São Paulo.

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Segundo a Scot Consultoria, o mercado paulista apresenta melhora no escoamento da carne bovina, mas os frigoríficos mantêm cautela nas compras e priorizam os lotes necessários para completar as escalas de abate. Ao mesmo tempo, a oferta reduzida de animais prontos para o abate favorece a resistência dos pecuaristas em negociar por preços menores.

Diferença entre boi gordo e carne no atacado

Além das cotações dos animais, a diferença entre o preço da arroba do boi gordo e o valor da carne bovina no atacado ajuda a acompanhar a relação entre os preços pagos ao pecuarista e os praticados na comercialização da carne.

Quando o preço do animal sobe mais rapidamente do que o da carne no atacado, essa diferença diminui. O movimento pode pressionar as margens de comercialização dos frigoríficos, embora o indicador, isoladamente, não determine a rentabilidade das empresas.

Por isso, acompanhar os dois mercados permite observar como a valorização do gado e o comportamento dos preços da carne se relacionam ao longo do tempo.

Oferta restrita mantém atenção sobre as cotações

Segundo a análise da Scot Consultoria, a oferta reduzida de animais prontos para abate e a cautela dos frigoríficos marcam o cenário paulista. As indústrias procuram completar suas escalas, enquanto os pecuaristas avaliam as condições de venda antes de negociar os lotes disponíveis.

Dessa forma, a estabilidade observada em boa parte das praças não significa ausência de movimentação. As altas regionais e a valorização das fêmeas mostram que o mercado continua apresentando diferenças conforme a localização e a categoria dos animais.

Para o pecuarista, acompanhar as cotações regionais, os custos de produção e as condições de pagamento é importante para avaliar o momento de negociação. Já para a indústria, a disponibilidade de animais e o comportamento dos preços da carne no atacado continuam relevantes para as decisões de compra e comercialização.