Resumo da notícia
- A produção de cachaças artesanais foi destaque no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026, com Minas Gerais colocando quatro rótulos entre os dez primeiros nas categorias branca e amarela.
- Goiás conquistou o primeiro lugar na categoria cachaça amarela com a Cana da Terra Extra Premium, enquanto Minas Gerais liderou a cachaça branca com a Durvalina.
- O prêmio valoriza pequenos produtores rurais e destaca a diversidade regional da cachaça artesanal, recebendo 170 amostras de diferentes estados do Brasil.
A produção de cachaças artesanais ganhou destaque no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026, que reconheceu produtores de diferentes regiões do país. Na edição deste ano, Minas Gerais colocou quatro rótulos entre os dez primeiros colocados nas categorias branca e amarela. Goiás, por sua vez, conquistou o primeiro lugar entre as bebidas amarelas.
Realizada em Brasília, a premiação valoriza o trabalho de pequenos e médios produtores rurais e incentiva o aprimoramento da produção artesanal. Além disso, a iniciativa destaca produtos que carregam características regionais e conhecimentos desenvolvidos ao longo de gerações.
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Minas Gerais lidera entre as cachaças brancas
Na categoria cachaça branca, a Cachaça Durvalina conquistou o primeiro lugar. Produzida por João Alves, em Igarapé (MG), a bebida garantiu a liderança entre os rótulos avaliados.
Logo depois, a Cachaça Pol, de Bruna Bianchin, produzida em Marau (RS), ficou com a segunda posição. A Cachaça Padre Doutor, de Cintian Carla Silva, de Córrego Fundo (MG), conquistou o terceiro lugar.
Já a quarta colocação ficou com a Cachaça Fé, de Felipe Russo Mafra, produzida em Morungaba (SP). Para completar os cinco primeiros lugares, a Cachaça Bússola de Prata, de Andrei Cristian Rezende, de São Francisco do Sul (SC), terminou na quinta posição.
O resultado destaca a presença de produtores mineiros entre os premiados. Ao mesmo tempo, a classificação mostra que a produção de cachaça de alambique reúne representantes de diferentes estados brasileiros.
Goiás conquista o primeiro lugar entre as amarelas
Na categoria cachaça amarela, a Cana da Terra Extra Premium conquistou a primeira colocação. Produzida por Antônio Abrão Bastos, em Alexânia (GO), a bebida garantiu o principal reconhecimento da categoria.
Em seguida, a Cachaça Dona Diva Extra Premium, de Antônio Renato de Souza, de Pouso Alegre (MG), ficou com a segunda posição. A terceira colocação foi para a Cachaça Três Madeiras DiBonito, de Osvaldo Eserquile Júnior, produzida em Bonito (MS).
Minas Gerais voltou a aparecer entre os destaques com a Cachaça Princesa do Vale – Blend Especial, de Eliezer Ferreira de Lacerda, de Pedra Azul (MG), que conquistou o quarto lugar. Por fim, a Cachaça Nobre Marujo, de Andrei Cristian Rezende, de São Francisco do Sul (SC), completou os cinco primeiros colocados.
Assim, os resultados mostram a participação de diferentes regiões na produção de cachaças artesanais brasileiras, com representantes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Concurso avalia qualidade e trajetória dos produtores
O Prêmio CNA Brasil Artesanal busca reconhecer a qualidade dos produtos e valorizar o trabalho de pequenos e médios produtores rurais. Para isso, a iniciativa considera as características das bebidas e a trajetória de quem as produz.
Na edição de 2026, o concurso recebeu 170 amostras de cachaça de alambique. Além disso, os organizadores contabilizaram 115 amostras de doce de leite e 85 de azeite, contemplando produtos artesanais de diferentes regiões brasileiras.
A avaliação incluiu um júri técnico, formado por especialistas, e um júri popular, que analisou amostras sem identificação dos rótulos. O concurso também considerou a história de cada produtor, ampliando a avaliação para além das características sensoriais das bebidas.
Os três primeiros colocados de cada categoria receberam certificados, premiação em dinheiro e os selos Ouro, Prata e Bronze, conforme a classificação. Dessa maneira, o concurso reconhece tanto a qualidade dos produtos quanto o trabalho desenvolvido pelos produtores.
Reconhecimento amplia a visibilidade da cachaça brasileira
A presença de produtores de Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina entre os cinco primeiros colocados das duas categorias evidencia a diversidade regional da produção artesanal de cachaça.
Além de reconhecer os vencedores, a premiação pode ampliar a visibilidade dos rótulos e criar oportunidades de aproximação com novos consumidores. Esse reconhecimento, contudo, não garante aumento de vendas ou de renda, pois esses resultados também dependem das condições de mercado e da estratégia de cada produtor.
Com os resultados de 2026, o Prêmio CNA Brasil Artesanal destaca diferentes produtores e reforça o espaço da cachaça brasileira entre os produtos artesanais que buscam reconhecimento nacional.