Resumo da notícia
- O frango resfriado valorizou em outubro até o dia 14, mas carnes suína e bovina tiveram altas mais intensas, com a carcaça especial suína apresentando o maior aumento.
- O pagamento de salários no início de outubro impulsionou a demanda por proteínas animais na Grande São Paulo, refletindo nas altas dos preços do frango, suíno e bovino.
- Os preços dos ovos permaneceram estáveis na primeira quinzena, mas negociações perderam ritmo devido ao abastecimento regular e chuvas fortes, principalmente na Região Sul.
O frango resfriado ganhou competitividade frente às carnes suína e bovina na parcial de outubro, até o dia 14. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as proteínas concorrentes registraram valorizações mais intensas.
A carcaça especial suína apresentou a maior alta entre os três produtos. Já a carcaça casada bovina também se valorizou mais do que o frango no período.
Salários impulsionam demanda por carnes
Na Grande São Paulo, o frango resfriado registrou valorização em relação a setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento prolonga a tendência observada no fim do mês passado. Além disso, o recebimento de salários no início de outubro reforçou a demanda das famílias por proteínas animais.
No mercado suíno, a carcaça especial negociada no atacado da Grande São Paulo também apresentou alta. De acordo com o Cepea, o resultado reflete a recuperação do setor, iniciada em setembro. Nesse cenário, as cotações avançaram para todos os produtos da cadeia suinícola.
A carcaça casada bovina também registrou valorização na parcial de outubro. Segundo o Centro de Pesquisas, o aumento da procura das famílias durante o período de pagamento dos salários contribuiu para esse resultado.
Preços dos ovos permanecem estáveis em outubro
Os preços dos ovos permaneceram estáveis na primeira quinzena de outubro na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. De maneira geral, o equilíbrio entre a oferta interna e a demanda pela proteína sustentou as cotações, segundo o Centro de Pesquisas.
Apesar da estabilidade, agentes do mercado já relatam perda de ritmo nas negociações em algumas praças. O abastecimento das redes atacadistas e varejistas contribui para esse movimento. Além disso, as chuvas mais intensas, principalmente na Região Sul, dificultam a comercialização dos ovos. Diante desse cenário, a combinação entre negociações menos intensas e dificuldades de comercialização pode aumentar a pressão sobre os preços no curto prazo.